Um aumento do conflito armado e da violência intercomunitária no primeiro semestre de 2020, no centro de Mali, resultou em mais de 2.840 mortes e forçou milhares de pessoas a fugir de suas casas.

Apesar da insegurança generalizada, devido a confrontos violentos entre grupos armados, ao aumento dos níveis de criminalidade e à proliferação de minas terrestres, Médicos Sem Fronteiras (MSF) continuou fornecendo assistência médica às pessoas presas em áreas remotas das regiões de Mopti e Ségou, nos distritos de Bandiagara, Mondoro, Koro, Douentza, Ténenkou e Niono. Aumentamos nossas clínicas móveis para ajudar tanto as pessoas deslocadas quanto as comunidades anfitriãs nessas áreas, onde a disponibilidade de serviços básicos de saúde é extremamente reduzida.

Também trabalhamos com o Ministério da Saúde em Bamako, no tratamento de doentes graves de COVID-19, e apoiamos a resposta à pandemia em todo o país, focando simultaneamente no tratamento de câncer e em atendimentos pediátricos.

Em 2020, expandimos nosso trabalho em oncologia, facilitando o rastreamento e o diagnóstico precoce do câncer de colo de útero e de mama na capital e oferecendo tratamento, incluindo cirurgia e quimioterapia.

MSF continuou a responder a epidemias no país, como surtos de febre hemorrágica Crimeia-Congo, em Douentza, e sarampo em Timbuktu, Ansongo e Douentza. Em Timbuktu, lançamos uma campanha de vacinação contra o sarampo em grande escala. O pico sazonal da malária foi particularmente virulento em 2020, especialmente ao norte do Mali, devido às fortes chuvas e atrasos na implementação de campanhas de prevenção.

Mantivemos nosso apoio aos serviços de nutrição e pediatria no distrito de Koutiala e iniciamos um projeto de emergência em Timbuktu, para ajudar a testar e tratar as pessoas contra a malária.

Dados referentes a 2020

510.900

Consultas ambulatoriais

1.700

Crianças incluídas em programas de alimentação ambulatorial para desnutrição aguda grave

459.300

Vacinações de rotina

193.100

Casos de malária tratados

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