Medical staff talks with a patient and walking during the medical round in the isolation area of the medical center.

Na Bélgica, MSF oferece apoio médico e psicológico a migrantes e requerentes de asilo que vivem em condições precárias, e simultaneamente defende que o governo cumpra suas obrigações com essas populações. 

Quase 40 mil pessoas solicitaram proteção internacional na Bélgica em 2024, o maior número desde 2015. No entanto, pela falha do governo em fornecer a todos a acomodação e os demais serviços aos quais tinham direito, milhares de pessoas acabaram dormindo por meses nas ruas, em estacionamentos ou em acampamentos. Muitas delas estavam em situação de extrema vulnerabilidade, fugindo de conflitos ou suportando tortura e perseguição em razão de suas convicções políticas ou orientação sexual. 

Muitos migrantes sem documentos também lutam para ter acesso à moradia e aos cuidados de saúde. Isso os torna suscetíveis a doenças e problemas de saúde mental, incluindo depressão e transtorno de estresse pós-traumático. 

Em resposta, nossas equipes móveis ofereceram consultas médicas e apoio psicológico aos requerentes de asilo, migrantes e menores estrangeiros desacompanhados que vivem em condições precárias e em centros administrados por várias organizações parceiras em toda a região de Bruxelas. Também realizamos sessões de promoção da saúde, intensificamos as atividades de prevenção e controle de infecções e aplicamos vacinas em crianças.  

Após sete anos de trabalho no centro humanitário, transferimos nossas atividades para a organização Médicos do Mundo. Isso nos permitiu concentrar nossos esforços no atendimento a requerentes de asilo e migrantes em locais de difícil acesso em Bruxelas e em todo o território belga, incluindo a região fronteiriça com a França.  

Além disso, consolidamos nossa rede de voluntários médicos, que oferecem segundas opiniões médicas para pessoas detidas em centros de detenção administrativa em todo o país.  

À medida que a Bélgica endurecia suas políticas de imigração e aumentava as narrativas antimigrantes, intensificamos nossos esforços de sensibilização. Apelamos ao acesso efetivo aos cuidados de saúde para todos e às autoridades que respeitem as leis nacionais e internacionais relativas aos direitos das pessoas que buscam proteção internacional e das pessoas que se encontram em centros de detenção administrativa. 

Dados referentes a 2024

1.680

Consultas ambulatoriais

25

Equivalente em período integral

1.170

consultas individuais de saúde mental

2,2 milhões de euros

Despesas

160

consultas de saúde mental fornecidas em sessões de grupo

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