Na Grécia, Médicos Sem Fronteiras (MSF) oferece uma série de serviços a migrantes, refugiados e solicitantes de asilo, tanto nos pontos de entrada quanto nos centros de acolhimento, onde a oferta de serviços é limitada. 

Embora o número total de pessoas que chegaram à Grécia por via marítima tenha diminuído 23,4% em comparação com 2024, milhares de pessoas continuaram desembarcando nas ilhas do mar Egeu ao longo de 2025.1 Ao longo do ano, a Grécia intensificou sua política restritiva em relação à migração, agravando as precárias condições de acolhimento. Ao mesmo tempo, as autoridades reduziram ou suspenderam serviços como moradia e assistência financeira, anteriormente oferecidos pela ONU e por outras organizações e depois assumidos pelo governo. Com isso, muitos solicitantes de asilo ficaram sem condições de atender às suas necessidades básicas. 

Em Creta, principal ponto de entrada de 47% das pessoas que chegaram por via marítima,2 MSF realizou consultas médicas e distribuiu kits de higiene no momento do desembarque.  

Quatro mil pessoas chegaram a Lesbos,3 onde MSF continuou oferecendo uma série de serviços a quem vivia no Centro de Acesso Controlado e Fechado de Mavrovouni. Entre eles estavam atendimento básico de saúde, apoio em saúde mental e psicossocial, atenção à saúde sexual e reprodutiva, ações de promoção da saúde e encaminhamentos para serviços jurídicos. 

De janeiro a outubro de 2025, MSF manteve uma unidade móvel que oferecia esses serviços no Centro de Acesso Controlado e Fechado e no hospital público de Leros. 

Mais de 5 mil pessoas chegaram a Samos, o que provocou grave superlotação no Centro de Acesso Controlado e Fechado durante vários meses. As lacunas na oferta de serviços públicos fizeram com que muitas pessoas tivessem dificuldade para conseguir atendimento básico de saúde, enquanto as interrupções nos encaminhamentos deixaram outras sem acesso a tratamento especializado. Para ampliar a oferta de atendimento, MSF manteve clínicas móveis dentro do CCAC e em um centro de atendimento diurno em Vathi. 

MSF também prestou atendimento médico de emergência a pessoas que chegavam a Samos e Lesbos após naufrágios ou no momento do desembarque.  Muitas relatavam terem sido devolvidas diversas vezes durante tentativas anteriores de travessia. Esse trabalho incluiu assistência médica e psicológica, além da distribuição de alimentos e outros itens de primeira necessidade. 

Em maio, após quase uma década oferecendo apoio médico, psicossocial, social e jurídico a migrantes, solicitantes de asilo e refugiados, encerramos nosso centro de atendimento diurno em Atenas para concentrar nossos esforços em outras frentes, de acordo com nossa atuação médico-humanitária. O centro oferecia consultas de atendimento geral de saúde mental e assistência à saúde mental, além de tratamento para sobreviventes de violência sexual. 

 

Dados referentes a 2024

22.200

Consultas ambulatoriais

152

Equivalente em tempo integral

2.790

Consultas individuais de saúde mental

8,5 milhões de euros

Despesas

340

Sobreviventes de violência sexual atendidos

1.170

Consultas relacionadas à contracepção

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