A precária infraestrutura rodoviária e as condições climáticas extremas restringem severamente o acesso aos centros de saúde em Madagascar. ©Miora Rabearisoa/MSF 

A resposta a emergências é uma das principais frentes de atuação de Médicos Sem Fronteiras (MSF) em Madagascar, um país vulnerável a eventos climáticos extremos e aos riscos associados de malária e desnutrição. 

No início do ano, os ciclones tropicais Honde e Jude atingiram o sudoeste do país, afetando milhares de pessoas. A capital, Antananarivo, também sofreu fortes inundações após chuvas intensas. As equipes de MSF iniciaram respostas de emergência em Toliara II e na capital, oferecendo atendimento médico por meio de clínicas móveis e distribuindo itens essenciais, como kits de higiene. Em Toliara II, também doamos materiais para a reabilitação de unidades de saúde danificadas pelos ciclones. 

No distrito de Ikongo, MSF respondeu ao aumento dos casos de malária por meio de clínicas móveis, ações de conscientização e distribuição de mosquiteiros. Nessa região remota, onde o acesso aos serviços de saúde é limitado, a malária e a desnutrição continuam sendo ameaças persistentes. Os ciclones e as chuvas intensas agravam as condições de vida e dificultam o deslocamento da população até as unidades de saúde. 

No último trimestre de 2025, nossas equipes responderam a duas emergências no leste de Madagascar. No distrito de Mananjary, distribuímos itens essenciais após um grande incêndio que afetou mais de 1.700 famílias. Em Ikongo, diante do aumento alarmante dos casos de desnutrição, ampliamos nossas atividades para nove unidades de saúde adicionais e 22 centros de tratamento ambulatorial da desnutrição. 

Ao longo do ano, em colaboração com as comunidades locais e organizações parceiras, incluindo Ny Tanintsika e Health in Harmony, iniciamos a oferta de atendimento por meio do projeto Fagnimbogna, no distrito de Ikongo. As atividades médicas foram definidas a partir das necessidades apontadas pelas próprias comunidades, seguindo a abordagem participativa do projeto. Atualmente, trabalhamos para ampliar o atendimento a crianças menores de 15 anos e gestantes, fortalecendo os serviços de saúde locais. 

Dados referentes a 2025

102.900

Consultas ambulatoriais

3.240

Famílias receberam itens de ajuda humanitária

5.250

Crianças admitidas em programas ambulatoriais de tratamento da desnutrição

4,7 milhões de euros

Despesas

35.100

Casos de malária tratados

142

Profissionais em tempo integral

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