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Itália

Um túnel em Gorizia, na Itália, onde entre 100 e 150 solicitantes de asilo, principalmente do Paquistão, viveram entre agosto e novembro de 2017. (Foto: Alessandro Penso/MAPS)
Itália
Paises em que MSF atua

Em 2017, as equipes de MSF na Itália concentraram-se em atividades de saúde mental, atendimento especializado para vítimas de violência e apoio às iniciativas da sociedade civil para migrantes e refugiados.

As autoridades europeias e italianas aumentaram todos os seus esforços para impedir a chegada de migrantes e refugiados à Europa em 2017, deixando-os expostos à violência e à detenção arbitrária na Líbia. Apesar dessa postura , 119.396 migrantes e refugiados chegaram à costa italiana, principalmente desembarcando nos portos da Sicília. Embora esse número seja menor do que em anos anteriores, o sistema de recepção italiano ainda luta para responder às necessidades específicas dos migrantes. A maioria das pessoas está acomodada em instalações temporárias de recepção de emergência, e  mais de 10 mil vivem em acampamentos informais, seja porque tentam alcançar outros destinos europeus, seja porque estão excluídas do sistema oficial.

MSF monitorou as necessidades humanitárias mais urgente das pessoas que vivem em acampamentos informais em todo o país e dispunha de voluntários trabalhando em prédios ocupados em Bari e Turim, buscando reduzir a marginalização dos moradores e facilitando seu acesso a cuidados de saúde e outros serviços.

Sicília e portos do sul

Pelo terceiro ano consecutivo, MSF esteve presente nos pontos de chegada, fornecendo primeiros socorros psicológicos aos sobreviventes de naufrágios e resgates traumáticos. Em 2017, 21 dessas operações foram realizadas, principalmente na Sicília, Calábria e Campania. Em Trapani, uma equipe formada por um psicólogo e mediadores culturais ofereceu apoio psicológico em 1.232 sessões individuais e 116 em grupo, além de prestar assistência em vários centros de recepção secundária. Desde julho de 2016, MSF mantém uma clínica psicoterapêutica em colaboração com os serviços de saúde locais para tratar pacientes com graves problemas de saúde mental. No verão de 2017, MSF também abriu um centro médico 24 horas em Catania para solicitantes de asilo que precisavam de cuidados após alta hospitalar. O centro implementa uma abordagem holística para apoiar os pacientes durante o processo de reabilitação. MSF também forneceu apoio de saúde mental e melhorou as condições de água e saneamento em acampamentos informais, onde trabalhadores migrantes sazonais moram no sul da Sicília.

Roma

Em Roma, MSF mantém um centro de reabilitação para sobreviventes de tortura, com a colaboração dos parceiros locais Médicos Contra a Tortura e Associação de Estudos Jurídicos sobre Imigração (ASGI). O centro tem uma abordagem multidisciplinar, fornecendo apoio médico e psicológico, bem como fisioterapia, assistência social e jurídica. Em 2017, a equipe recebeu 56 novas internações. O centro atende pacientes de quase 20 países diferentes, a maioria  vítimas de violência e maus-tratos durante o trânsito na Líbia.

Fronteiras do norte

MSF atendeu às necessidades das pessoas presas nas fronteiras do norte da Itália com assistência psicológica e médica básicas, alimentos e outras doações. Em Ventimiglia, na fronteira com a França, uma equipe de mediadores culturais e uma obstetriz mantiveram uma pequena clínica juntamente com médicos voluntários locais. Além disso, uma equipe de MSF ofereceu primeiros socorros psicológicos no campo da Cruz Vermelha Italiana. Em Como, na fronteira com a Suíça, MSF forneceu apoio de saúde mental aos migrantes em trânsito. MSF também apoiou iniciativas da sociedade civil com alimentos e outras doações para migrantes em trânsito em Como, Ventimiglia e Gorizia, na fronteira com a Eslovênia.

 

Dados de 2017:

Consultas individuais de saúde mental
Sessões de saúde mental em grupo
2.500
200

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