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Chade

Zara Adam, de 27 anos, leva seu filho para um exame de rotina numa clínica móvel de MSF em Yakoua, próximo a Bol. (Foto: Sara Creta/MSF)
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Paises em que MSF atua

Em 2018, a capacidade das poucas instalações de saúde na capital do Chade que oferecem tratamento para desnutrição grave foi sobrecarregada por um grande número de pacientes.

A desnutrição é endêmica na faixa do Sahel, que atravessa o Chade, e foi exacerbada por uma série de fatores em 2018, incluindo: insegurança alimentar sazonal particularmente grave, falta generalizada de poder de compra e aprofundamento da crise econômica. O acesso a cuidados ficou ainda mais reduzido por uma greve dos trabalhadores de saúde pública.

Médicos Sem Fronteiras (MSF) lançou uma resposta de emergência em Ndjamena. Em julho, em parceria com o Ministério da Saúde, um centro de alimentação terapêutica foi aberto, e as equipes trataram mais de mil crianças com menos de 5 anos de idade de desnutrição aguda grave e complicações médicas associadas. Foram implementados mais seis centros ambulatoriais de alimentação em centros de saúde em toda a cidade.

Também tratamos crianças gravemente desnutridas em Wadi Fira, uma região rural no leste do Chade, onde a “época de escassez” –    quando os estoques de alimentos são exauridos e o risco de desnutrição aumenta – foi particularmente dura em 2018.

Respostas a outras emergências
Em maio, em resposta a um surto de  sarampo em torno de Bokoro, em Hadjer- Lamis, apoiamos as autoridades de saúde no estabelecimento de práticas para a vigilância da doença e no oferecimento de assistência médica a crianças.

Também destacamos uma equipe de emergência para Logone Oriental, onde 29 mil pessoas buscaram refúgio de ataques na República Centro-Africana. O acesso ao hospital foi dificultado durante a estação chuvosa, que traz um  pico  sazonal  de malária e desnutrição, então nossas equipes concentraram-se em manter clínicas  móveis e apoiar centros de saúde perto da fronteira, em Békan e Bégoné. Oferecemos também cuidados pediátricos para refugiados e comunidades locais e estabelecemos uma unidade de estabilização e um sistema de encaminhamentos para crianças que precisam de cuidados secundários. A equipe realizou 16.500 consultas, internou 430 crianças na unidade de estabilização e encaminhou 300 para o  hospital em  Goré. A equipe também garantiu suprimento de água potável segura.
 

Combatendo a malária em Moissala
Desde 2010, nosso trabalho em Moissala, no sul do Chade, concentra-se na prevenção e no tratamento da malária em crianças pequenas e gestantes. Em 2018, tratamos 5.600 pacientes no hospital de Moissala, sendo 57% deles de malária. Também tratamos 45 mil  pacientes em 23 centros de saúde, enquanto iniciamos uma avaliação das necessidades de saúde mais amplas entre mulheres e  crianças  na  área, com o objetivo de expandir as atividades. Campanhas de tratamento preventivo (quimioprevenção sazonal da malária) alcançaram mais de 120 mil crianças.

Entrega de projetos nas regiões de Lac e Salamat
A emergência humanitária causada pelo deslocamento em massa de civis na região de Lac, em 2015, diminuiu, com as pessoas
começando a voltar para casa. Isso, combinado com a presença de outras  organizações  no local, permitiu-nos concluir a transferência de nossas atividades para as autoridades de saúde locais em 2018.

Também concluímos a transferência de nossas atividades em Am Timan, região de Salamat, onde desenvolvemos programas nutricionais, apoiamos os serviços materno-infantis do hospital regional e oferecemos tratamento  para malária, HIV e tuberculose desde 2010. Nesses oito anos, nossas equipes  trataram mais de 40 mil crianças de desnutrição aguda, atenderam 20.500 pacientes no hospital e assistiram 17.500 partos.



 

Consultas ambulatoriais
Pacientes de malária tratados
Crianças tratadas em centros de nutrição ambulatoriais
142.400
82.100
9.800

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