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Foto: Mariana Abdalla/MSF
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Paises em que MSF atua

O enorme impacto da pandemia de COVID-19 no Brasil motivou o lançamento da maior operação de Médicos Sem Fronteiras (MSF) até hoje no país.

O Brasil, um país diversificado e populoso com acesso muito desigual à saúde em seu vasto território, foi o segundo mais afetado pela COVID-19 no mundo em 2020, em números absolutos de mortes. Até o final do ano, quase 200 mil pessoas haviam morrido pela doença. Centenas de profissionais de MSF, a maioria brasileiros, responderam à crise.

MSF chegou ao Brasil pela primeira vez há 30 anos, para responder a um surto de cólera na região amazônica. Desde então, apoiamos comunidades indígenas, migrantes, moradores de favelas e vítimas de catástrofes socioambientais em todo o país.

Em 2020, tivemos projetos em sete estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Amazonas, Roraima, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás). Além da intensa atividade de campo, trabalhamos para enfatizar para a população a importância das medidas da higiene e do distanciamento físico. Infelizmente, alguns governantes agiram de forma descoordenada, até mesmo antagônica, comprometendo a adesão às medidas necessárias para conter a propagação da doença, o que prejudicou nossos esforços.

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Profissionais de MSF e funcionários do sistema municipal de saúde desembarcam para visitar as comunidades às margens do lago Marini, região amazônica. Julho de 2020, Brasil. Foto: Diego Baravelli/MSF

No Sudeste  
 
O primeiro caso de COVID-19 no país foi notificado no dia 26 de fevereiro, na cidade de São Paulo. No início, afetou as áreas mais ricas, mas não demorou muito para se espalhar para as regiões mais Formapobres das grandes cidades. Grupos vulneráveis, como pessoas em situação de rua, migrantes e refugiados e comunidades indígenas, que têm pouco acesso ao sistema público de saúde, foram o foco inicial das equipes de MSF, que começaram a atender à população em situação de rua em São Paulo no dia 1º de abril e, pouco depois, no Rio de Janeiro.

Com a crescente demanda, começamos a trabalhar em centros de isolamento no centro de São Paulo. Essas instalações, administradas pelas autoridades locais e, em parte providas com profissionais de MSF, deram aos desabrigados que contraíram o vírus um lugar seguro para ficar enquanto se recuperavam.

Mais tarde, nossos profissionais reforçaram a capacidade de tratamento de doentes críticos na unidade de terapia intensiva do hospital Tide Setúbal, uma unidade na periferia leste da cidade. Além disso, realizamos um trabalho abrangente de promoção da saúde, rastreamento e testagem de contatos nos bairros Jardim Keralux e Jardim Lapena, encaminhando os pacientes para postos de saúde ou para o hospital, se necessário. Posteriormente, lançamos um projeto pioneiro de cuidados paliativos no mesmo hospital levando em conta a natureza tabu do tema e a disponibilidade limitada de cuidados paliativos no sistema de saúde pública do país.

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Membros da equipe de MSF avaliam e examinam moradores em situação de rua em ação contra a COVID-19 e fornecem informações sobre medidas de prevenção. Brasil, abril de 2020. Foto: Diogo Galvão/MSF

No Norte  

À medida que a pandemia se propagava, começaram a aparecer sinais de saturação, os hospitais ficaram superlotados e a demanda por tratamentos mais complexos cresceu, exigindo cuidados intensivos. O primeiro lugar a vivenciar os trágicos efeitos do colapso de seu sistema de saúde foi Manaus, a capital do estado do Amazonas, que já sofria com a falta de recursos médicos antes do início da COVID-19. Com o surgimento de novos casos na cidade, os hospitais foram incapazes de atender à crescente demanda por leitos em unidades de terapia intensiva.

MSF aumentou a capacidade do sistema de saúde, administrando 48 leitos para pacientes graves no Hospital 28 de Agosto. Nossas equipes apoiaram unidades de saúde em duas outras localidades do estado, Tefé e São Gabriel da Cachoeira.

A crise da COVID-19 também afetou o estado de Roraima. MSF tem trabalhado no estado desde 2018, para apoiar o frágil sistema de saúde, que foi ainda mais pressionado por um grande afluxo de migrantes venezuelanos.  

Enquanto continuávamos nossas atividades médicas e de saúde mental regulares, iniciamos a triagem de casos suspeitos de COVID-19 e a promoção de saúde em pontos críticos de migrantes. Quando o sistema de saúde local ficou sobrecarregado, MSF forneceu diversos treinamentos e disponibilizou profissionais de saúde para o hospital de campanha, construído por autoridades locais para pacientes de COVID-19 para expandir a capacidade para pacientes de COVID-19. Nossa equipe tratou, nas instalações, tanto a população local quanto os migrantes.

Região Centro-Oeste

No estado de Mato Grosso do Sul, em nossa atuação contra a COVID-19, realizamos atividades específicas para a comunidade indígena, incluindo triagem, promoção dea saúde e melhoria do abastecimento de água. Também apoiamos o hospital regional da cidade de Aquidauana, fortalecendo protocolos e medidas de prevenção e controle de infecções.

No mesmo estado, prestamos assistência médica a internos e funcionários de duas penitenciárias da cidade de Corumbá. Além disso, treinamos profissionais de saúde em Goiás e Mato Grosso.

No final de 2020, continuamos a monitorar a evolução do vírus. Retornamos para Tefé e São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, após um repentino aumento de casos e mortes. Até o período, não foi possível visualizar um padrão claro para a trajetória da pandemia no Brasil, mas permanecemos atentos para responder às mudanças, enquanto tentamos aplicar as lições aprendidas durante o ano.

Consultas ambulatoriais de COVID-19
Pacientes internados por COVID-19
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