Um pulverizador trata uma casa contra mosquitos durante a campanha de pulverização residual em ambientes internos no distrito sanitário de Magaria.©Eloge Mbaihondoum/MSF

Em 2025, Médicos Sem Fronteiras (MSF) levou atendimento a pessoas afetadas pela desnutrição, pela violência, pelo deslocamento forçado e por doenças sazonais em sete regiões do Níger. 

As comunidades do Níger continuam enfrentando emergências de saúde e crises humanitárias, resultantes de conflitos armados e de desastres naturais agravados pelas mudanças climáticas. Em parceria com o Ministério da Saúde, MSF atuou em todos os projetos desenvolvidos no país para ampliar o acesso a serviços de saúde comunitários, gerais e especializados. Também distribuímos às famílias água potável e itens essenciais, como kits de higiene, além de contribuirmos para a reabilitação de unidades de saúde. 

Durante o pico da temporada de malária, que ocorre anualmente entre junho e outubro, ampliamos significativamente nossas atividades para apoiar o tratamento da doença em hospitais públicos de sete regiões. Em Tahoua, concentramos nossa atuação em áreas isoladas e nas comunidades afetadas pelo conflito armado. Além do trabalho desenvolvido no hospital distrital de Madaoua e em três unidades pediátricas temporárias da região, mobilizamos voluntários comunitários e promovemos ações de conscientização como parte da resposta à malária e à desnutrição. Também dedicamos atenção especial às atividades de combate à malária nas regiões de Niamey e Zinder, incluindo tratamento, ações comunitárias e encaminhamento de pacientes para os serviços de saúde. 

A insegurança, as perdas de safras e o deslocamento forçado continuam tendo um impacto devastador sobre a condição nutricional das crianças no Níger. Para responder às necessidades mais urgentes da população, MSF mantém no país alguns de seus maiores projetos de combate à desnutrição em todo o mundo. No distrito de Magaria, na região de Zinder, as chuvas torrenciais, que provocam inundações e o transbordamento da área alagável de Kori de Korama, agravam a desnutrição. Atuamos na unidade pediátrica do hospital distrital, prestando assistência a crianças com desnutrição aguda grave. Na região de Maradi, incorporamos a distribuição de uma mistura de farinha fortificada denominada Garin Yara às nossas atividades de combate à desnutrição em cinco áreas de saúde de Madarounfa. O produto favorece o crescimento saudável, fortalece o sistema imunológico e contribui para corrigir deficiências nutricionais. A iniciativa também incluiu sessões comunitárias voltadas aos cuidadores, com orientações sobre o uso adequado do produto. 

Ao longo de 2025, também trabalhamos para ampliar o acesso da população a serviços especializados de saúde, sobretudo nas regiões de Diffa e Tillabéri. Em Diffa, MSF introduziu a hidroxiureia, um medicamento quimioterápico de uso oral, para oferecer uma alternativa terapêutica mais eficaz a crianças com doença falciforme. Na região de Tillabéri, inauguramos uma segunda sala de cirurgia no hospital de Téra e reabilitamos o centro cirúrgico destinado à realização de cesarianas em Banibangou. Essas iniciativas ampliaram a capacidade cirúrgica da região e reduziram a necessidade de encaminhamento de pacientes para outras unidades, em uma área onde a insegurança torna as evacuações médicas particularmente arriscadas. 

As equipes de MSF também trabalharam para levar assistência às pessoas deslocadas no Níger, inclusive por meio da ampliação de nossas atividades em Téra, na região de Tillabéri. Na região de Agadez, continuamos prestando assistência a migrantes por meio da oferta de apoio psicológico, da facilitação do acesso aos serviços de saúde e da distribuição de kits de higiene e cobertores. Além disso, as equipes de MSF realizaram operações de busca e resgate de migrantes que haviam sido expulsos violentamente para o deserto por autoridades da Líbia e da Argélia. Eles foram encaminhados às unidades onde atuamos, em Assamaka, para receber atendimento médico e apoio psicológico. 

Dados referentes a 2024

1.421.300

Consultas ambulatoriais, incluindo 890.800 realizadas com crianças menores de 5 anos 

14.500

Partos assistidos

809.300

Casos de malária tratados

1.987

Profissionais em tempo integral

26.900

Crianças admitidas em programas hospitalares de alimentação terapêutica

60,6 milhões de euros

Despesas

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