MSF has been providing medical care and humanitarian assistance in Dhar el Jbel Detention centre (also called Zintan DC because it’s near Zintan city) since May 2019, after at least 22 people died from an outbreak of tuberculosis and other diseases between September 2018 and May 2019 in the area. Over 250 people remain held in limbo in the detention centre today. They are all asylum seekers and refugees registered with the UNHCR. They fled their home countries and are unable to return for fear of violence or persecution. They have been detained in several facilities across Libya for the last two years. They have been through horrific experiences during their journey and many were held captive and tortured for several months by traffickers further south in Bani Walid. Ten are unaccompanied minors and 70 were unaccompanied minors when first detained and grew up since then in indefinite inhumane detention. Over a month ago, they were told by local authorities and UN agencies that they will shortly be released and transferred to Tripoli, but since then the operation keeps being postponed. This has immediate impact on our patients: on their already fragile mental health and their living conditions. Some of the makeshift shelters they sleep in were dismantled prior to the imminent closure of the detention centre and they are now left out in the wintertime cold and frequent rainy days. This is why MSF decided to distribute winter clothing (raincoats, jackets, trousers, socks, caps) and to publically expose the situation and calls for action.

Em 2020, refugiados, requerentes de asilo e migrantes presos na Líbia, devastada pela guerra, ficaram ainda mais vulneráveis com a escalada do conflito armado e a disseminação de COVID-19 por todo o país.

Embora alguns centros de detenção tenham sido fechados em 2020, milhares de homens, mulheres e crianças permaneceram detidos em condições insalubres e de superlotação, com pouco acesso a cuidados de saúde, alimentos e água potável insuficientes e sem possibilidade de distanciamento físico. Médicos Sem Fronteiras (MSF) continuou a prestar cuidados médicos e de saúde mental em centros de detenção em Trípoli, Khoms, Zliten, Zuwara e Zintan. Nossas equipes também trabalharam para melhorar o acesso à água e a outros serviços básicos, para reforçar as medidas de prevenção e controle de infecção da COVID-19 e para encaminhar os casos mais vulneráveis às agências de proteção.

Em fevereiro, um eritreu de 26 anos perdeu a vida quando um incêndio se iniciou no superlotado centro de detenção de Dhar El-Jebel, em Zintan. Oferecemos apoio psicológico aos sobreviventes do incêndio e distribuímos itens de primeira necessidade para repor itens perdidos, reiterando ao mesmo tempo nosso apelo para o fim da detenção arbitrária de migrantes e refugiados na Líbia.

A grande maioria dos cerca de 650 mil migrantes na Líbia vivia nas ruas, exposta a prisões e detenções arbitrárias, tráfico de pessoas, exploração e violência extrema. A maioria dos detidos estava em prisões clandestinas e depósitos administrados por contrabandistas de pessoas, e não em centros oficiais. Em Bani Walid, nossas equipes ofereceram cuidados gerais de saúde e encaminhamento médico aos refugiados e migrantes que escaparam do cativeiro e às vítimas de tortura e tráfico.

Ao longo de 2020, refugiados e migrantes foram submetidos a inúmeros ataques violentos; por exemplo, em pontos de desembarque onde a guarda costeira líbia devolve à força aqueles que tentam fugir. Em 28 de julho, nossas equipes responderam com atendimento médico e psicológico após um tiroteio num local de desembarque em Khoms, que deixou três adolescentes mortos.

O tratamento de tuberculose (TB) é outro foco de nossas atividades na Líbia. Nossas equipes trabalham em três unidades de TB: duas em Trípoli e uma em Misrata, uma clínica com 17 leitos que inauguramos em março.

Dados referentes a 2020

16.800

Consultas ambulatoriais

3.030

Consultas pré-natais

250

Pessoas iniciaram tratamento para tuberculose

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