Cuidados de saúde sexual e reprodutiva em Choloma, Honduras
Foto: Christina Simons/MSF

Médicos Sem Fronteiras (MSF) administra uma variedade de serviços médicos especializados e de emergência que muitas pessoas não poderiam pagar ou acessar em outro lugar.

Em Honduras, Médicos Sem Fronteiras (MSF) continuou a ajudar as vítimas da violência, enquanto realizava respostas de emergência à pandemia da COVID-19 e aos furacões Eta e Iota.

Honduras viveu anos de instabilidade social, econômica e política, o que se reflete nas altas taxas de homicídios, violência sexual e deslocamento forçado de pessoas vulneráveis. Em 2020, a combinação de COVID-19 com desastres naturais, como os furacões Eta e Iota – as piores tempestades que atingiram a América Central desde o furacão Mitch, em 1998 – teve um efeito devastador no país, exacerbando os já elevados níveis de desemprego e insegurança alimentar. A destruição generalizada da infraestrutura, causada pelas tempestades, significa que será necessário um longo período de reconstrução.

Em fevereiro, quando o governo declarou estado de emergência devido à pandemia, as medidas de isolamento confinaram mulheres e crianças em ambientes domésticos violentos, sem a possibilidade de buscar apoio. Em resposta, MSF rapidamente introduziu serviços de linha de disque-ajuda e acompanhamento organizado da saúde mental para vítimas de violência sexual. No departamento de Choloma, nossas equipes asseguraram a continuidade do atendimento em uma clínica materno-infantil, a única na área que oferece planejamento familiar, consultas pré e pós-natal e apoio psicológico às vítimas de violência. Também assistimos aos partos.

Em junho, começamos a oferecer serviços médicos abrangentes aos pacientes de COVID-19 no centro esportivo da Universidade Nacional de Tegucigalpa, em colaboração com o Ministério da Saúde e a Região Metropolitana de Saúde. Além disso, nossas equipes estabeleceram a triagem de pacientes de COVID-19 e forneceram tratamento de oxigênio no centro de saúde de Nueva Capital.

Em novembro e dezembro, quando os furacões atingiram, deixando 250 mil pessoas com acesso limitado aos serviços de saúde, as equipes de MSF prestaram atendimento médico e psicológico, bem como promoção da saúde, nos abrigos localizados nas áreas mais afetadas. Também atendemos vítimas de violência sexual.

Durante o ano, conforme as caravanas de migrantes se reuniam para viajar para o norte em direção aos Estados Unidos, enviamos equipes para oferecer primeiros socorros e apoio psicossocial em diferentes pontos ao longo da rota.

Dados referentes a 2020

26.800

Consultas ambulatoriais

4.660

Atendimentos individuais de saúde mental

160

Pessoas receberam tratamento por violência sexual

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