Cuidados de saúde sexual e reprodutiva em Choloma, Honduras
Foto: Christina Simons/MSF

Em Honduras, MSF lançou um projeto inovador para combater a dengue, uma doença transmitida por mosquitos endêmica no país. Também realizamos programas para ajudar migrantes e comunidades marginalizadas. 

 Respondemos a inúmeras emergências de saúde pública relacionadas à dengue em Honduras desde 1998. Surtos de gravidade variável geralmente ocorrem a cada dois ou quatro anos. 

 Com o objetivo de encontrar maneiras mais eficazes, sustentáveis e replicáveis de controlar doenças transmitidas por mosquitos, em julho de 2023 começamos a implementar o primeiro de dois estudos que buscam novas técnicas de controle de vetores para prevenir doenças e mortes por dengue. 

 O estudo envolve o uso do método Wolbachia em uma das áreas mais densamente povoadas da capital, Tegucigalpa, que abrange cerca de 50 bairros. O método Wolbachia do Programa Mundial de Mosquitos envolve a liberação de mosquitos Aedes aegypti portadores da bactéria Wolbachia que ocorre naturalmente. A Wolbachia reduz a capacidade dos mosquitos de transmitir o vírus, e essa modificação é passada de geração em geração, criando uma solução sustentável. 

 Enquanto isso, em Choloma, continuamos a administrar clínicas móveis que prestam cuidados para vítimas e sobreviventes de violência sexual, planejamento familiar e suporte de saúde mental em comunidades marginalizadas. Em San Pedro Sula, estamos trabalhando para melhorar o acesso a cuidados médicos e de saúde mental para profissionais do sexo e a comunidade LGBTQIA+, oferecendo planejamento familiar, exames de câncer do colo do útero, profilaxia pré-exposição para prevenção do HIV e vacinação contra o vírus do papiloma humano. 

Em 2023, também enviamos equipes móveis para dois pontos na fronteira com a Nicarágua para ajudar os migrantes que se dirigiam para o norte, para o México e os EUA. No final do ano, montamos uma base em Danlí, uma comunidade próxima à fronteira, para fornecer suporte médico, psicológico e social aos migrantes. O projeto tem um forte componente de defesa, com foco nas barreiras administrativas que os migrantes enfrentam, como acesso a cuidados de saúde. 

Nossas equipes também responderam às enchentes em San Pedro Sula, fornecendo suporte de saúde mental aos afetados. Também distribuímos kits de higiene e realizamos atividades de fumigação e promoção da saúde. 

Dados referentes a 2023

27.100

Consultas ambulatoriais

121 (posições equivalentes a período integral)

Número de profissionais

5.630

Atendimentos individuais de saúde mental

4,1 milhões de euros

Despesas

230

Pessoas tratadas por causa de violência sexual

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