No Chade, nossas equipes se concentraram em combater o surto de sarampo que assolava o país desde 2018 e em responder a outros desafios de saúde, como malária e desnutrição.

No início de 2020, grande parte do país ainda era atingida pela epidemia de sarampo, especialmente as regiões ao sul, que tiveram um aumento acentuado dos casos. Durante o primeiro trimestre do ano, o Ministério da Saúde notificou 7.412 casos suspeitos.

No distrito de Beboto, a equipe de resposta a emergências de Médicos Sem Fronteiras (MSF) apoiou as autoridades locais de saúde fornecendo tratamento e vacinas. Nossa equipe soube que algumas famílias haviam perdido três ou quatro filhos por sarampo e que muitos pacientes doentes não procuraram cuidados médicos ou usaram apenas remédios tradicionais. Consequentemente, trabalhamos em estreita colaboração com líderes comunitários para aumentar a conscientização sobre a prevenção do sarampo e o tratamento médico gratuito disponível nas instalações de saúde apoiadas por MSF. No distrito de Kyabé, realizamos uma campanha de vacinação contra o sarampo e tratamos crianças que sofriam de outras doenças potencialmente fatais, como malária e desnutrição. No distrito de Goundi, tratamos crianças afetadas por sarampo, mas as restrições relacionadas à COVID-19 nos impediram de prosseguir com uma campanha de vacinação.

Na capital, N’Djamena, como nos anos anteriores, apoiamos o tratamento de crianças gravemente desnutridas durante o “período de escassez”, entre junho e setembro. Em 2020, as frequentes faltas de alimentos terapêuticos prontos para uso nos levaram a doar suprimentos.

Em Moissala, as nossas equipes continuaram a trabalhar para melhorar o acesso a todos os níveis de serviços médicos para mulheres e crianças, desde as aldeias ao hospital.

Também realizamos uma campanha sazonal de quimioprevenção da malária em grande escala para reduzir os efeitos devastadores das complicações da doença nas crianças.

Para apoiar a resposta das autoridades à pandemia da COVID-19, doamos um concentrador central de oxigênio ao hospital de referência Farcha, em N’Djamena, para reforçar a capacidade de tratar pacientes gravemente afetados. Também fornecemos apoio médico e logístico, realizamos sessões de promoção da saúde e distribuímos máscaras e outros itens para ajudar a limitar a propagação do vírus.

Dados referentes a 2020

165.700

Consultas ambulatoriais

20.200

Crianças com desnutrição admitidas em programas de nutrição

91.800

Pessoas com malária tratadas

60.700

Vacinação contra sarampo em resposta a surtos

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