Profissionais de MSF montaram um pequeno escritório que também funciona como espaço para armazenamento de medicamentos no centro de tratamento de cólera em Nyanza Lake. ©Dorine Niyungeko

No Burundi, Médicos Sem Fronteiras (MSF) adotou uma abordagem estratégica para reduzir os casos de malária na província de Cibitoke. Também prestamos assistência a refugiados congoleses e respondemos a diversos surtos de doenças. 

 

Em 2025, MSF trabalhou em parceria com as autoridades de saúde do Burundi em uma iniciativa de prevenção da malária em Cibitoke. A ação incluiu vacinação, administração de medicamentos para prevenir a doença e distribuição de mosquiteiros. A iniciativa foi avaliada posteriormente e constatamos uma redução de 40% nos casos graves de malária no hospital distrital de Cibitoke, em comparação com o mesmo período de 2024.1  

Ampliando nosso apoio às comunidades de Cibitoke, perfuramos dois poços para garantir o acesso à água potável. Também instalamos um sistema de energia solar no hospital para assegurar a continuidade do atendimento. 

No início de 2025, milhares de pessoas fugiram da guerra na República Democrática do Congo (RDC) e buscaram refúgio no Burundi. As equipes de MSF prestaram assistência em Cibitoke e no local de acolhimento de Musenyi, na província de Burunga, onde cerca de 18 mil pessoas viviam em condições precárias no fim de abril.2 Em Musenyi, oferecemos atendimento ambulatorial, vacinação contra o sarampo para crianças, tratamento da malária e distribuição de mosquiteiros para prevenir a doença. Em Rugombo, na província de Cibitoke, respondemos a um surto de cólera e instalamos pontos de reidratação oral. 

Ao longo do ano, também respondemos a surtos de cólera em Bujumbura e no distrito sanitário de Nyanza-Lac, no sul do Burundi, em agosto e novembro, respectivamente. 

Em dezembro, mais de 100 mil pessoas vindas de Kivu do Sul, na República Democrática do Congo (RDC), atravessaram a fronteira em busca de refúgio no Burundi.3 Nossas equipes iniciaram uma resposta emergencial no campo de trânsito de Ndava, oferecendo atendimento de saúde e distribuindo itens de primeira necessidade. Em seguida, trabalhamos em parceria com as autoridades no campo de Busuma, para onde foi transferida a maior parte dos refugiados. Ali, apoiamos um centro de tratamento de cólera, mantivemos uma clínica de atendimento geral, organizamos encaminhamentos para atendimento especializado e distribuímos água. 

 

Dados referentes a 2025

164.400

casos de malária tratados

4,6 milhões de euros

Despesas

620

pessoas com sarampo tratadas

120

equivalentes em tempo integral

3.700

pessoas com cólera tratadas

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