O líder Yanomami Davi Kopenawa esteve presente na cerimônia de encerramento da MSF em Auaris, onde destacou a importância da parceria para as comunidades de todo o território. ©Nisma Leboul

Em Burkina Faso, Médicos Sem Fronteiras (MSF) continuou apoiando pessoas deslocadas e comunidades que as acolhem, afetadas pela insegurança e pela redução significativa da ajuda internacional. 

 

A insegurança persistente obrigou nossas equipes a suspender e reorganizar algumas atividades em Tougan, na região de Sourou. Em outras áreas do país, como Soum, Tapoa e Kuilsé, milhares de pessoas que vivem sob bloqueio passaram a ter pouco ou nenhum acesso à assistência humanitária. Nossas equipes também testemunharam a redução — e, em alguns casos, a interrupção completa — de serviços médicos essenciais, como o atendimento nutricional a crianças, após a retirada da ajuda internacional. 

Apesar dessas limitações, nossas equipes mantiveram projetos em sete regiões, oferecendo uma ampla gama de serviços de saúde, incluindo atendimento geral, pediátrico, materno e em saúde mental, além de diagnóstico e tratamento da malária e da desnutrição. 

Nossas equipes começaram a atuar em Dédougou, no noroeste do país, para ampliar e qualificar o atendimento a pessoas que vivem com doenças crônicas não transmissíveis, especialmente diabetes e hipertensão. O trabalho incluiu consultas, tratamento e encaminhamento de pacientes para outros serviços de saúde. Também enviamos unidades móveis de saúde para áreas de difícil acesso, como Djibasso, Bâ e Bomborokuy. 

MSF continuou capacitando profissionais de saúde e, em 2025, nossa Academia de Saúde celebrou a formação da sua primeira turma de parteiras em Bobo-Dioulasso. Entre as outras atividades realizadas ao longo do ano, estiveram o fortalecimento da infraestrutura de saúde, com a construção de uma unidade neonatal no hospital regional de Kaya, e a melhoria das condições de água e saneamento em Gorom-Gorom, por meio da perfuração de um poço e da construção de uma sala de esterilização. 

Nossas equipes também lançaram diversas ações de emergência para prestar assistência às pessoas deslocadas pela insegurança no leste e no nordeste do país. Além de oferecer cuidados que podem salvar vidas, apoiamos campanhas regulares de vacinação, especialmente contra o sarampo e a poliomielite.

 

Dados referentes a 2025

787.200

consultas ambulatoriais

180.400

casos de malária tratados

100.816.000

litros de água clorada distribuídos

1.306

Equivalentes em tempo integral

16.600

consultas individuais de saúde mental

32,6 milhões de euros

Despesas

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