Centro de apoio para pessoas deslocadas na região de Dnipropetrovsk (leste da Ucrânia). Julho de 2025. ©Julien Dewarichet/MSF

Com a continuidade da guerra na Ucrânia em 2025, as equipes de Médicos Sem Fronteiras (MSF) mantiveram suas atividades nas proximidades da linha de frente, prestando assistência a pessoas com traumas físicos e psicológicos. 

Em 2025, MSF atuou em cinco hospitais próximos à linha de frente de conflito no sul e no leste da Ucrânia, incluindo na cidade de Kherson. Nossas equipes responderam a incidentes com um grande número de vítimas, encaminhando os feridos em nossas ambulâncias e apoiando os serviços de emergência, as unidades de terapia intensiva e os centros cirúrgicos. Além disso, atendemos muitos pacientes com doenças crônicas que haviam se agravado devido à falta de acesso ao atendimento regular de saúde. 

Mantivemos clínicas móveis e encaminhamentos em ambulância nas proximidades das linhas de frente nas regiões de Donetsk, Dnipropetrovsk, Kharkiv, Kherson, Mykolaiv, Sumy e Zaporizhzhia. Nossas equipes realizaram o rastreamento da tuberculose e ofereceram tratamento para doenças crônicas, como a hipertensão, principalmente a idosos e pessoas com mobilidade reduzida, muitas das quais acabaram tendo de viver em porões ou abrigos para se proteger dos bombardeios. 

Ao longo do ano, ampliamos nossas atividades nos abrigos para famílias deslocadas para atender ao número crescente de pessoas que fugiam das linhas de frente. Em 2025, o número de consultas realizadas por nossas clínicas móveis também aumentou em comparação com 2024. 

Os sucessivos ataques das forças russas à infraestrutura de energia prejudicaram ainda mais o cotidiano da população, sobretudo durante o inverno, quando as temperaturas chegaram a 20 °C negativos. Os apagões generalizados comprometeram o funcionamento dos hospitais — resultando com frequência em atrasos no atendimento — e agravaram os problemas de saúde das pessoas que viviam em porões e abrigos. 

Em Cherkasy, Dnipro, Odesa e Zaporizhzhia, MSF manteve serviços de reabilitação que incluíam fisioterapia, cuidados de enfermagem e assistência em saúde mental para pacientes que haviam passado recentemente por cirurgias para tratar ferimentos graves, incluindo amputações. 

Além de prestar atendimento diretamente, continuamos enviando insumos médicos para hospitais próximos às linhas de frente e realizando capacitações para o atendimento a um grande número de vítimas. 

Em Vinnytsia, mantemos uma clínica especializada em transtorno de estresse pós-traumático que oferece apoio psicológico, promoção da saúde e assistência social. Em 2025, observamos não apenas um aumento geral nos atendimentos da unidade, mas também um crescimento no número de casos graves e complexos, com muitos pacientes afetados pela exposição prolongada à violência nas proximidades das linhas de frente. 

Dados referentes a 2025

425

Profissionais em tempo integral

570

Pacientes admitidos em hospitais

15,4 milhões de euros

Despesas

13.200

Consultas individuais de saúde mental

79.400

Consultas ambulatoriais

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