Agentes comunitários de saúde no posto de registro do local de vacinação de Takar ©Zainab Mohammed/MSF

Médicos Sem Fronteiras (MSF) respondeu a diversas emergências no Quênia, incluindo surtos de doenças, deslizamentos de terra devastadores e episódios de violência. Também continuamos nossos projetos regulares, oferecendo atendimento para salvar vidas a refugiados e comunidades remotas. 

 

Em resposta aos surtos de sarampo em Tiaty West e Moite, no condado de Marsabit, trabalhamos em estreita colaboração com as autoridades locais de saúde para oferecer tratamento, vacinação de crianças e ações de conscientização, além de fortalecer a vigilância epidemiológica. No condado de Turkana, em março, iniciamos uma resposta de seis semanas para conter o aumento dos casos de malária. Além de oferecer tratamento, nossas equipes distribuíram mosquiteiros e capacitaram agentes comunitários de saúde para realizar testes de malária em comunidades remotas. Em Nairóbi e Narok, apoiamos a resposta a surtos de cólera com a instalação de centros de tratamento, a doação de insumos médicos, atividades de conscientização nas comunidades e melhorias nas estruturas de água e saneamento.  

A redução do financiamento humanitário global afetou a resposta no complexo de refugiados de Dadaab. Organizações humanitárias e comunidades locais buscaram evitar a deterioração das condições de vida e a perda de acesso aos serviços de saúde. No campo de Dagahaley, que faz parte do complexo de Dadaab, nossas equipes continuaram oferecendo atendimento geral de saúde e encaminhamentos para atendimento especializado. Também atuaram em postos de saúde e realizaram ações nas comunidades para ampliar o acesso aos cuidados.  

Após os deslizamentos de terra fatais no condado de Elgeyo-Marakwet, oferecemos atendimento médico de emergência, encaminhamentos, vacinação e itens de ajuda humanitária, como recipientes para armazenar água e sabão. Também melhoramos as estruturas de água e saneamento com a instalação de latrinas, chuveiros e iluminação solar, além do fornecimento de água potável. 

Enquanto isso, na capital, Nairóbi, ampliamos nossos serviços de saúde sexual e reprodutiva voltados a jovens, por meio de clínicas móveis nos assentamentos informais da cidade. Também prestamos assistência a pessoas com ferimentos relacionados à violência durante protestos contra o governo em Nairóbi e Kisumu, com encaminhamentos em ambulâncias e atendimento na clínica de trauma de Eastlands. Em Homa Bay, nossas equipes ofereceram atendimento de geral e especializado de saúde, além de cuidados paliativos, e apoiaram hospitais no tratamento da tuberculose e de doenças não transmissíveis. 

Nos condados de Wajir e Marsabit, trabalhamos para reduzir as mortes causadas pela leishmaniose visceral, uma doença tropical negligenciada transmitida pela picada de flebotomíneos. Para isso, fortalecemos o tratamento, os serviços de água e saneamento e as medidas de prevenção nos hospitais de Wajir e Loglogo. Em Mombaça, apoiamos a resposta a um surto de mpox, oferecendo atendimento em regime de internação e vacinação, ampliando a capacidade de leitos para isolamento e reforçando as medidas de prevenção e controle de infecções no hospital de Utange. 

Dados referentes a 2024

325.800

consultas ambulatoriais

3.560

casos de malária tratados

742

Profissionais equivalente em período integral

26.400

vacinações contra o sarampo em resposta a um surto

19.100

pacientes internados em hospital

27,9 milhões de euros

Despesas

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