MSF iniciou uma resposta de emergência na região afetada pelo conflito, com foco em comunidades onde a circulação é restringida por grupos armados. Nas duas primeiras semanas da intervenção, as equipes móveis de MSF realizaram mais de 600 consultas médicas em duas comunidades rurais. ©Natalia Romero Peñuela

 

Em 2025, o aumento da violência na Colômbia deixou comunidades inteiras sem acesso aos serviços de saúde. Médicos Sem Fronteiras (MSF) trabalhou para restabelecer o atendimento em duas das regiões mais afetadas. 

 

Em 2025, a Colômbia registrou o maior nível de violência desde a assinatura, em 2016, do acordo de paz entre o Estado e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). As equipes de MSF iniciaram ações de resposta em duas regiões do leste do país fortemente afetadas pelo conflito: Norte de Santander e Arauca, onde a população enfrenta dificuldades para acessar os serviços de saúde e a rede pública é precária. 

Segundo a Defensoria do Povo, o conflito atual envolve pelo menos dez grupos armados, que vão desde organizações históricas até grupos criminosos mais recentes.1 Em várias regiões do país, incluindo Norte de Santander, Arauca, Cauca, Chocó e Guaviare, foram registrados deslocamentos em massa e o confinamento de comunidades, sequestros, ataques armados, atentados a instalações policiais e violência contra a população civil. 

A sub-região de Catatumbo, em Norte de Santander, foi uma das áreas mais afetadas, com cerca de 101 mil pessoas deslocadas2 e 25 mil impedidas de circular livremente 3. MSF iniciou uma resposta emergencial para prestar atendimento de saúde a comunidades confinadas e isoladas. Essas populações enfrentavam enormes dificuldades para chegar aos serviços de saúde devido ao fechamento de unidades, às restrições impostas por grupos armados e ao risco de minas terrestres e de serem atingidas por balas perdidas. Além de oferecer atendimento geral, apoio em saúde mental e serviços de saúde sexual e reprodutiva, nossas equipes distribuíram filtros de água e mosquiteiros. 

De março a dezembro, MSF manteve um projeto em Arauca voltado a comunidades que enfrentam barreiras para acessar os serviços de saúde. Na cidade de Arauca, nossas equipes prestaram assistência a migrantes venezuelanos, povos indígenas e colombianos que retornaram ao país, muitos deles vivendo em condições precárias em assentamentos informais. Nas áreas rurais de Tame, Arauquita e Puerto Rondón, oferecemos atendimento médico e de saúde mental a pessoas afetadas pelo conflito armado. Além dos programas de saúde, MSF realizou ações para melhorar o abastecimento de água, como a recuperação de poços e a distribuição de filtros. 

Dados referentes a 2024

10.700

Consultas ambulatoriais

63

Equivalente em tempo integral

960

consultas individuais de saúde mental

2,5 milhões de euros

Despesas

4.660

consultas de saúde mental realizadas em grupo

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