Siphokazi Mtshizana, promotora de saúde de MSF, conversa com Simphiwe Kamden, paciente do Departamento de Saúde da Província do Cabo Oriental. ©Vusimuzi ShiburiMSF

Na África do Sul, Médicos Sem Fronteiras (MSF) ajudou estrangeiros que foram fisicamente impedidos de acessar unidades públicas de saúde por grupos anti-imigração. Também continuou administrando um projeto voltado para doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) em Butterworth. 

 

Entre julho e setembro, grupos anti-imigração montaram acampamentos em frente a dezenas de clínicas e hospitais em Gauteng, impedindo estrangeiros – entre eles gestantes e pessoas que vivem com HIV – de buscar atendimento médico.  

Nossas equipes forneceram medicamentos antirretrovirais para pessoas que vivem com HIV e não conseguiam retirá-los pessoalmente nas unidades de saúde bloqueadas, além de encaminhar pacientes para outras unidades que não haviam sido afetadas pelos bloqueios. 

Ao longo de 2025, continuamos administrando um projeto voltado para doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) em Butterworth, na província do Cabo Oriental, em parceria com o Departamento de Saúde. Para fortalecer as capacidades dos profissionais no manejo dessas doenças, lançamos um programa de mentoria e acompanhamento presencial de enfermeiros em sete unidades de saúde, além de oferecer capacitações presenciais a profissionais de outras 60 unidades do Departamento de Saúde.  

Além disso, para promover o bem-estar dos pacientes, testamos, em parceria com duas organizações comunitárias, um programa de grupos voltados à promoção de hábitos saudáveis, com foco na orientação dos participantes sobre alimentação, nutrição e atividade física. Em seguida, os participantes foram incentivados a se envolver em atividades de culinária saudável e jardinagem, organizadas em parceria com o Departamento de Agricultura.  

Após capacitar os profissionais de saúde, testamos o uso do exame de sangue de hemoglobina glicada (HbA1c) para o diagnóstico e o acompanhamento do diabetes1 em cinco das sete unidades. Além disso, doamos equipamentos e insumos para o manejo e o diagnóstico de DCNTs, como aparelhos digitais para medir a pressão arterial, monitores de sinais vitais, balanças, equipamentos para medir a altura e glicosímetros.  

Até o fim de 2025, havíamos reformado e equipado outro ponto externo de retirada de medicamentos, elevando o total para quatro. Esses pontos facilitam o acesso regular e confiável dos pacientes com doenças crônicas aos medicamentos. Eles são administrados por membros da comunidade capacitados, que distribuem os medicamentos gratuitamente aos pacientes em nome do governo. 

Dados referentes a 2024

340

Consultas relacionadas à hipertensão

46

Profissionais em tempo integral

110

Consultas relacionadas ao diabetes

2,2 milhões de euros

Despesas

30

Famílias receberam itens de ajuda humanitária

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