O Dr. Ahmad Salameh atende uma paciente na clínica de MSF em Harouf. Inauguramos um novo projeto em Nabatieh para ampliar ainda mais nosso apoio às comunidades afetadas pela guerra. ©Maryam Srour/MSF

As equipes de Médicos Sem Fronteiras (MSF) no Líbano apoiam comunidades que enfrentam dificuldades para ter acesso aos serviços de saúde, incluindo refugiados, famílias deslocadas e trabalhadores migrantes.  

 

A maioria das pessoas que haviam sido deslocadas pelo conflito entre Israel e o Hezbollah pôde retornar às suas regiões de origem, embora nem todas tenham conseguido voltar para suas próprias casas.  

Apesar do acordo de cessar-fogo de novembro de 2024, os ataques israelenses contra o país continuaram em 2025, dificultando a recuperação da população e agravando ainda mais os impactos sobre a saúde mental. 

Nas áreas afetadas pela guerra, a infraestrutura civil, incluindo unidades de saúde, foi gravemente danificada ou destruída. Enviamos clínicas móveis para oferecer atendimento geral de saúde e apoio em saúde mental a pessoas que enfrentavam dificuldades para ter acesso aos serviços médicos nas províncias de Nabatieh, Sul, Bekaa e Baalbek-Hermel. 

Também reabilitamos três centros de saúde na província do Sul para restabelecer a assistência às pessoas que retornavam às suas regiões de origem e àquelas que permaneciam deslocadas. 

Embora alguns refugiados sírios que viviam no Líbano tenham retornado à Síria, o país registrou novas chegadas ao longo de 2025, de pessoas que buscavam refúgio diante da violência e do medo de perseguição em seu país de origem. Para atender às necessidades imediatas de saúde dos refugiados que chegavam pelas fronteiras norte e nordeste, enviamos clínicas móveis às províncias de Baalbek-Hermel e Akkar.  

Em Trípoli, cidade da província do Norte que enfrenta graves dificuldades econômicas, mantivemos nosso apoio a uma rede de centros de saúde, com doação de medicamentos e apoio técnico e financeiro.  

Nossas clínicas em Hermel e Arsal, na província de Baalbek-Hermel, e em Burj Hammoud e Burj Al-Barajneh, nos arredores de Beirute, ofereceram atendimento integral de saúde a comunidades que teriam pouco ou nenhum acesso aos serviços, como refugiados palestinos e sírios e trabalhadores migrantes provenientes da África Subsaariana e do Sudeste Asiático. 

Fatores como o alto custo do atendimento médico, a falta de serviços de saúde nas proximidades e a situação jurídica incerta podem impedir essas pessoas de ter acesso à assistência. 

No fim do ano, encerramos as atividades de nossa clínica em Burj Al-Barajneh, onde trabalhamos por mais de uma década, como parte de nossa estratégia de ampliar o apoio a unidades públicas de saúde que oferecem serviços semelhantes à comunidade. 

Dados referentes a 2024

225.400

Consultas ambulatoriais

22.800

Consultas relacionadas ao diabetes

11.800

Consultas individuais de saúde mental

433

Profissionais em tempo integral

21.500

Consultas relacionadas à hipertensão

24,6 milhões de euros

Despesas

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