Fantástico mostra ação de MSF contra surto de Ebola na RD Congo

Reportagem acompanhou de perto a rotina da equipe médica em um centro de tratamento em Bunia, epicentro da crise

Centro de Tratamento de Ebola no Hospital de Mongbwalu. República Democrática do Congo. ©Alexis Huguet/MSF
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A epidemia de Ebola que atinge a República Democrática do Congo (RDC) foi tema de uma reportagem especial exibida pelo Fantástico, da TV Globo, no último domingo (27). A equipe viajou ao país para acompanhar os esforços de combate à doença e registrou também o trabalho de Médicos Sem Fronteiras (MSF) no atendimento a pessoas infectadas. 

Desde o início do surto, quase 4 mil mortes já foram registradas na RDC, fazendo desta a epidemia de Ebola mais letal da história do país.  

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Um dos momentos da reportagem acontece dentro de um Centro de Tratamento de Ebola de MSF em Bunia, na província de Ituri, epicentro da crise. A jornalista Sônia Bridi e o repórter Paulo Zero acompanharam a rotina das equipes que atuam na unidade e mostraram os protocolos de segurança necessários para o atendimento de pacientes com uma doença infecciosa e altamente letal. 

Para entrar na área de tratamento, os profissionais utilizam equipamentos de proteção, como macacão, luvas, máscaras e proteção facial. O pediatra de MSF Mathias Vermaelen, que trabalha no local, fala sobre a intensidade da rotina e os cuidados.  

Eu cheguei aqui há duas semanas. E comecei a trabalhar no primeiro dia. A gente trabalha seis em sete dias, mais ou menos. É muito intenso.”

Mathias Vermaelen, pediatra de MSF

Já são quatro meses de surto na RDC, um país afetado há anos por conflitos armados e deslocamentos populacionais em massa. Alvert Stern, coordenador de emergência de MSF na cidade de Beni, alerta que o vírus poderia estar se espalhando antes mesmo da detecção da doença.  

“Suspeitamos que a epidemia começou três ou quatro meses antes do alerta. Os sistemas de controle de surto de doenças sofreram muito com os cortes na ajuda humanitária internacional”, disse Stern.  

Os cortes ocorrem em um momento crítico, não só porque o país enfrenta o surto de Ebola. Na verdade, a RDC necessita de apoio humanitário há anos, tendo passado por repetidas crises humanitárias e de saúde.  

Enquanto equipes de MSF se mobilizam para conter a epidemia, outros profissionais da organização dão seguimento às atividades regulares e ao combate a demais doenças que afetam a população, como o cólera.  

“O Ebola é uma crise dentro de outra crise. As pessoas continuam adoecendo de outras coisas. As mulheres continuam grávidas. Continuam parindo”, explica a enfermeira brasileira Érica Silva Rocha, que trabalha com MSF em uma maternidade em Beni. 

Com o avanço do surto de Ebola, outras crises não podem ser negligenciadas. É vital que todas as emergências sejam atendidas simultaneamente.  

Veja a reportagem do Fantástico na íntegra.

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