Profissional de saúde de uma clínica móvel atende Sharifo Nur Osman, moradora de um acampamento em Mudug. A iniciativa oferece atendimento essencial a pessoas deslocadas pela seca. Somália, dezembro de 2025. ©Marwan Abdinor Ali/MSF

À medida que a crise provocada pela seca e pela desnutrição se agravou na Somália em 2025, Médicos Sem Fronteiras (MSF) ofereceu atendimento para salvar vidas de mães e crianças, além de vacinação e tratamento para doenças infecciosas. 

A sucessão de estações chuvosas com pouca chuva e os cortes drásticos no financiamento humanitário agravaram a crise de saúde e desnutrição em toda a Somália em 2025. Comunidades que já haviam sido deslocadas pelos conflitos e por eventos climáticos extremos enfrentaram maiores dificuldades de acesso a alimentos, água e atendimento médico. Em muitos distritos, os serviços de saúde e nutrição foram fechados ou tiveram suas atividades reduzidas justamente quando aumentavam as internações por desnutrição grave e os casos de sarampo, difteria e diarreia aquosa aguda. O agravamento da insegurança e as restrições ao acesso humanitário dificultaram ainda mais a ampliação e a continuidade de nossa resposta. 

Em Baidoa, no estado do Sudoeste, nossas equipes continuaram oferecendo atendimento obstétrico de emergência, serviços neonatais e tratamento em regime de internação para crianças com desnutrição grave no hospital regional de Bay. Equipes móveis se deslocaram até áreas mais afastadas para avaliar a saúde de gestantes e crianças, administrar vacinas e encaminhar pacientes com complicações para atendimento especializado. 

À medida que a seca se agravava, iniciamos uma operação emergencial de abastecimento de água e instalamos reservatórios em 17 locais de acolhimento de pessoas deslocadas. Também instalamos iluminação para melhorar a segurança e as condições de vida. 

Em agosto, inauguramos uma unidade com 20 leitos para o tratamento da fístula obstétrica no hospital, oferecendo cirurgia e atendimento integral a mulheres que vivem com essa condição, uma lesão grave decorrente do parto que provoca incontinência e, muitas vezes, intenso estigma social. 

Em Galkayo Norte, no estado de Puntland, e em Galkayo Sul, no estado de Galmudug, na região de Mudug, nossas equipes administraram serviços de emergência, maternidade e pediatria. Tratamos crianças com desnutrição, tuberculose (TB) e tuberculose resistente a medicamentos, ficamos responsáveis pela unidade de cuidados neonatais do hospital e levamos clínicas móveis a locais de deslocamento e comunidades remotas.  

Nessas áreas, o acesso aos serviços de saúde se tornou cada vez mais limitado devido aos cortes de financiamento, que reduziram a oferta de atendimento. Além disso, a seca e os conflitos contínuos obrigaram pessoas a se deslocar em busca de áreas de pastagem.  

Como parte de nossa iniciativa ambiental no hospital regional de Mudug, em Galkayo Norte, instalamos painéis solares, reduzindo o consumo de diesel e as emissões. A medida também garantiu um fornecimento confiável de energia para serviços essenciais e fortaleceu a capacidade de resistência do hospital diante dos impactos das mudanças climáticas. 

Dados referentes a 2025

101

Profissionais em tempo integral

26.500

Pacientes admitidos em hospitais

16,6 milhões de euros

Despesas

10.300

Partos assistidos

304.200

Consultas ambulatoriais

66.400

Atendimentos em emergência

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