Assistência a pessoas em vulnerabilidade após enchetes no Irã
Equipe médica de MSF atravessando a ponte de corda de Kyan Abad para instalar uma clínica móvel na aldeia de Paran Parvis, na margem direita do rio Kashkan, no Irã. ©Sacha Petiot-Smigieski/MSF

Em 2025, Médicos Sem Fronteiras (MSF) administrou três projetos no Irã, oferecendo serviços médicos gratuitos a pessoas sistematicamente excluídas do sistema público de saúde. 

 

No sul de Teerã, em Mashhad e na província de Kerman, as equipes de MSF apoiaram refugiados afegãos, migrantes, pessoas que usam drogas e outros grupos marginalizados que enfrentam grandes obstáculos para ter acesso aos cuidados de saúde. MSF ofereceu consultas de clínica geral, incluindo apoio à saúde mental, acompanhamento de pessoas com doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), triagem para doenças infecciosas, tratamento da hepatite C, cuidados de enfermagem e encaminhamento para serviços de saúde especializados. 

A Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) estima que, em 2025, cerca de 2,5 milhões de pessoas deslocadas à força, com diferentes situações migratórias e documentais, viviam no Irã, incluindo aproximadamente 770 mil refugiados registrados, a maioria deles afegãos. Muitos refugiados, outras pessoas deslocadas à força e migrantes enfrentam estigma, barreiras econômicas e dificuldades para ter acesso aos serviços de saúde, além do medo de deportação.  

No sul de Teerã, MSF ofereceu atendimento geral de saúde por meio de clínicas fixas e móveis. Nossas atividades incluíam consultas de clínica geral e de saúde mental, serviços de saúde sexual e reprodutiva, além de triagem e tratamento da hepatite C. Mantivemos clínicas móveis em locais selecionados, apesar das dificuldades de segurança enfrentadas no trabalho com comunidades marginalizadas e excluídas. Também ampliamos as ações de combate à hepatite C nos centros de reabilitação administrados pelo governo para pessoas que usam drogas. 

Em Mashhad, próximo à fronteira com o Afeganistão, MSF trabalhou com refugiados e comunidades marginalizadas por meio de uma clínica fixa e de clínicas móveis, além de atuar em centros de reabilitação administrados pelo governo para pessoas que usam drogas. Foram oferecidas consultas médicas e psicológicas, acompanhamento de pessoas com doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), encaminhamentos e serviços de prevenção e tratamento da hepatite C para grupos de maior risco, como pessoas que injetam drogas, além de ações de promoção da saúde nas comunidades. 

Na província de Kerman, no sudeste do país, MSF concentrou seus esforços em ampliar o acesso ao atendimento de saúde geral e especializado. Continuamos oferecendo serviços de saúde na clínica Vahdat, em parceria com uma organização local, e prestamos apoio financeiro a pacientes sem seguro de saúde que necessitavam de atendimento especializado. Em dezembro, inauguramos uma nova clínica apoiada por MSF, com o objetivo de ampliar a oferta de tratamento para doenças transmissíveis e não transmissíveis, serviços de saúde sexual e reprodutiva e apoio à saúde mental.  

Dados referentes a 2025

59.700

Consultas ambulatoriais

120

Profissionais em tempo integral

4.2 milhões de euros

Despesas

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