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Febre de Marburg

Febre de Marburg

Durante a primeira epidemia da doença – que ocorreu em 1999 e 2000, na República Democrática do Congo –, a taxa de mortalidade chegou a 70% dos casos.

Um surto grave da febre, envolvendo dois grandes centros, Marburg (Alemanha) e Belgrado (Sérvia), levou ao reconhecimento inicial da doença.

O surto é associado a laboratórios que realizavam pesquisas com macacos verdes (Cercopithecus aethiops) importados de Uganda. Posteriormente, surtos e casos esporádicos foram identificados em Angola, República Democrática do Congo, Quênia, África do Sul e Uganda.

Transmissão

A febre de Marburg é transmitida pelo sangue, líquidos biológicos, secreções e tecido humano ou animal infectado. Aqueles que entram em contato com pacientes infectados têm alto risco de contaminação. O período de incubação do vírus que causa a doença – intervalo entre o momento em que a pessoa contrai o vírus e a manifestação da doença – é estimado entre três e dez dias.

A fase aguda da enfermidade se dá entre sete e 15 dias após os primeiros sintomas.

Os rituais funerários dos pacientes que falecem em decorrência das doenças também colaboram para a transmissão do vírus em algumas comunidades africanas. O contato com certos animais contaminados, como macacos e antílopes, infectados ou mortos são outra fonte de infecção. Por isso, instruir as comunidades atingidas pela febre sobre a doença e as precauções para reduzir o risco de contaminação é fundamental.

Diagnóstico

A infecção é confirmada pela análise de amostras de sangue, saliva ou urina.

Os anticorpos e até mesmo o vírus podem ser postos em evidência por diferentes análises em laboratórios especializados.

Tratamento

Infelizmente, não existe tratamento específico contra a doença, o que a torna fatal em grande número de casos (50 a 90%).

Os tratamentos de apoio (combate à desidratação, tratamento empírico para infecções associadas) e de conforto podem ser úteis. A única forma de prevenção existente é o isolamento dos doentes e a utilização de trajes específicos para aqueles com risco de contaminação. Normas rígidas de proteção têm de ser tomadas: os pacientes são isolados, a equipe médica usa macacões impermeáveis, luvas e máscaras. Áreas de descontaminação são instaladas entre o isolamento dos pacientes e o ambiente exterior. É igualmente importante refazer a cadeia de contatos dos pacientes para examinar os potenciais contaminados e avaliar se há necessidade de isolar essas pessoas.

Atividades de MSF

MSF enviou para Uganda, país que presenciou um surto da doença em setembro de 2017, duas equipes para gerenciar os novos casos da doença, apoiar na detecção e dar suporte ao tratamento. MSF também instalou dois centros de tratamento com 10 leitos cada para monitoramento dos pacientes. MSF também tem apoiado o uso de medicamentos antivirais no tratamento e profilaxia de Marburg, com o objetivo de reduzir a mortalidade da doença. O surto foi contido em dezembro do mesmo ano.

Esta página foi atualizada em fevereiro de 2018.

Atividades Médicas

O trabalho de MSF envolve uma grande variedade de atividades, desde a organização de campanhas de vacinação até cirurgias reconstrutivas. MSF também pressiona para que medicamentos de qualidade cheguem às populações que não podem arcar com os altos custos de certos tratamentos.

  • Chikungunya

    Hoje, a chikungunya já foi identificada em mais de 60 países na Ásia, África, Europa e nas Américas.

  • Cólera

    O risco de contração de cólera é maior logo após emergências, como o terremoto que devastou o Haiti em 2010, mas pode acontecer em qualqu

  • Dengue

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 4 bilhões de pessoas estejam vivendo em áreas com risco de infecção pela doença.

  • Desnutrição
    Condição que afeta principalmente crianças, resulta da falta de nutrientes, vitaminas e minerais.
  • Doença de Chagas
    Transmitida pelo barbeiro, a doença parasitária é prevalente na América Latina, em contextos de habitação precária.
  • Doença do sono
    Erradicada em muitos países, ainda é endêmica no centro e no oeste da África. Se não tratada, é fatal.
  • Ebola
    Febre hemorrágica com alta taxa de mortalidade altamente contagiosa.
  • Febre amarela

    De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a febre amarela é endêmica em 47 países (34 da África e 13 da América Central e do Su

  • Febre de Marburg
    Febre hemorrágica com alta taxa de mortalidade altamente contagiosa.
  • Fístula obstétrica

    Nossas equipes trabalham com gestantes para prevenir a ocorrência de fístulas obstétricas, ao mesmo tempo em que tratam mulheres com a co

  • Hepatite C

    A doença acomete o fígado e é causada pelo vírus da hepatite C (VHC).

  • HIV/Aids
    Epidemia continua se espalhando por países onde não há acesso a diagnóstico e tratamento.
  • Leishmaniose

    A leishmaniose visceral (VL), também conhecida como calazar, é a forma mais grave da leishmaniose.

  • Malária

    A malária é uma infecção parasitária que invade os glóbulos vermelhos do sangue.

  • Meningite
    A doença, que pode ser prevenida por vacina, ocorre por todo o mundo, mas a maioria das infecções e mortes são registradas na África.
  • Sarampo
    Está entre as doenças infecciosas mais contagiosas e faz milhares de vítimas todos os anos, ainda que haja vacina para preveni-la.
  • Saúde materna

    Em mais de 20 países, a organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) foca na redução das taxas de mortalidade mater

  • Saúde mental
    Por meio de terapias intensivas de curto, médio ou longo prazo, psicólogos buscam aliviar o sofrimento das pessoas atendidas por MSF.
  • Tuberculose
    O longo e árduo tratamento da doença tem contribuído para uma epidemia de tuberculose resistente a medicamentos.
  • Vacinação

    A cada ano, estima-se que a imunização por meio de oito antígenos padrões previna 2,5 milhões de mortes