Gaza: “Continuamos lutando, dia após dia, sabendo que, em uma fração de segundo, você pode ser ferido ou morto.”

Awni Al Jaafarawi, médico de MSF, relata o que viveu dentro do ônibus que foi danificado por um ataque israelense

Um veículo foi alvo de um ataque israelense em Gaza a menos de dois metros de um ônibus que transportava profissionais de MSF, em 13 de setembro de 2026. ©MSF
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Neste domingo (13/09), um ônibus de Médicos Sem Fronteiras (MSF) que transportava 10 profissionais humanitários na Cidade de Gaza foi danificado por um ataque aéreo israelense que tinha como alvo um veículo que estava a apenas dois metros de distância. Um de nossos profissionais ficou ferido. O ônibus estava identificado com um grande adesivo da organização no teto. Awni Al Jaafarawi, médico de MSF, estava no ônibus e relata o que testemunhou.  

 

“Depois de um plantão de 24 horas, enquanto voltávamos para casa — ou para o que restava dela —, eu olhava pela janela quando, de repente, um clarão de fogo, o cheiro de pólvora, gritos e vidros estilhaçados invadiram meu campo de visão. 

Um carro havia sido alvejado. 

Por um momento, tudo parou. Instintivamente, verifiquei se eu estava ferido e, em seguida, verifiquei se mais alguém havia se ferido.  

A pior sensação possível é se acostumar com experiências ruins a tal ponto que você começa a normalizar eventos anormais.”

Continuamos lutando, dia após dia, sabendo que, em uma fração de segundo, você pode ser ferido ou até mesmo morto.” 

Mais uma vez, as forças israelenses demonstraram um flagrante desrespeito à segurança de profissionais humanitários e de saúde. Isto não é um cessar-fogo!  

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