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Aprendendo e atuando em Bangladesh

Guillermo Gutierrez, que trabalha na área de suprimentos de MSF, conta como foi seu trabalho nos campos de refugiados rohingyas
20/07/2018
Aprendendo e atuando em Bangladesh

Foto: Patrick Rohr

Este é meu quarto projeto com Médicos Sem Fronteiras (MSF), mas acredito que é o meu maior desafio até agora. Chegar a Bangladesh no início do surto de difteria foi um grande passo em comparação com meus trabalhos anteriores com a organização.

Nós temos projetos que oferecem atendimento nos campos de refugiados rohingyas em Bangladesh desde agosto de 2017, quando uma grande onda de refugiados que fugiam da violência em Mianmar chegou ao país. Essas atividades ajudaram muito a entender e agir quando o surto de difteria começou. Elas possibilitaram a rápida abertura de um centro de tratamento de difteria para ajudar a desacelerar a disseminação da doença.

Meu trabalho é basicamente acompanhar a chegada de medicamentos internacionais, equipamentos médicos e material logístico que enviamos do exterior às equipes médicas e de logística nas instalações de MSF. Esse material é fundamental para garantir o atendimento de pacientes e a estabilidade de nossas atividades e instalações. Normalmente, compramos medicamentos, equipamentos e materiais mais sofisticados no exterior para oferecer serviços de qualidade a nossos pacientes e garantir o bom funcionamento das instalações. Também há uma grande ênfase na compra de materiais locais para oferecer uma resposta rápida às necessidades dos refugiados.

Esta missão é, em geral, muito desafiadora devido à natureza de nossas atividades e à necessidade básica dos refugiados rohingyas: abrigo, água potável, tratamento médico etc. É gratificante trabalhar muitas horas diárias, receber notícias sobre como as equipes estão se saindo e, durante as visitas a acampamentos e hospitais, poder ver as atividades desenvolvidas pelas equipes médicas e de logística no local.

Este tem sido um projeto muito importante para mim como profissional e ser humano e sinto que o trabalho desenvolvido aqui é muito bem recebido pela comunidade local e também pelos rohingyas. Contatos mais próximos com membros da equipe do centro de tratamento de difteria me permitem ver e entender o trabalho deles. É muito legal ver a minha parte do trabalho chegando ao objetivo mais importante de nossas atividades: ajudar as pessoas.  

Quer conhecer mais o trabalho de Guillermo? Leia também seu diário de bordo sobre seu trabalho na Guiné-Bissau: https://www.msf.org.br/diarios-de-bordo/um-contexto-de-mais-tranquilidade-na-guine-bissau