Um profissional de saúde de Médicos Sem Fronteiras (MSF) analisa uma amostra de sangue coletada de uma pessoa que procurou a clínica Arshakunyats, em Yerevan, para realizar o teste de hepatite C. No local, as equipes de MSF oferecem testagem e tratamento gratuitos, sem estigma, em um modelo de atendimento integrado, também conhecido como “one-stop-shop”.
Um profissional de saúde de Médicos Sem Fronteiras (MSF) analisa uma amostra de sangue coletada de uma pessoa que procurou a clínica Arshakunyats, em Yerevan, para realizar o teste de hepatite C. No local, as equipes de MSF oferecem testagem e tratamento gratuitos, sem estigma, em um modelo de atendimento integrado, também conhecido como “one-stop-shop”. © Myrto Mouzaki/MSF

Em 2025, as ações de Médicos Sem Fronteiras (MSF) na Armênia se concentraram no enfrentamento da alta prevalência de hepatite C, com a ampliação do acesso à testagem e ao tratamento, a capacitação de profissionais de saúde e a doação de materiais. 

Em 2023, MSF iniciou um projeto na policlínica Arshakunyats, em Yerevan, capital da Armênia, onde implantou um modelo simplificado de atendimento para pessoas com hepatite C. Além de oferecer atendimento clínico direto aos pacientes, nossa equipe introduziu novos protocolos para reduzir a demora no início do tratamento e simplificar o acompanhamento.  

Também realizamos treinamentos e atividades de mentoria para profissionais de saúde locais, capacitando-os a conduzir de forma autônoma o atendimento de pessoas com hepatite C e a incorporar o modelo simplificado à rotina dos serviços nacionais de saúde. 

Trabalhamos ainda para ampliar o acesso à testagem e ao tratamento entre comunidades que têm acesso limitado aos serviços de saúde e apresentam maior risco de infecção, como pessoas que injetam drogas e profissionais do sexo. Essas populações são frequentemente mais afetadas pela doença e enfrentam barreiras estruturais que dificultam o acesso aos cuidados de saúde. MSF também atuou na prisão de Armavir, ampliando a cobertura de testagem e tratamento entre a população privada de liberdade. 

Além do atendimento médico, MSF contribuiu para o fortalecimento da capacidade do sistema nacional de saúde por meio de oficinas, orientação técnica e doações de equipamentos e materiais. Esse apoio permitiu que os serviços continuassem sendo oferecidos pelo sistema nacional de saúde após o encerramento do projeto, em dezembro. O programa de MSF na Armênia integrou o trabalho global da organização para levar a assistência médica a comunidades com acesso limitado aos serviços de saúde, incluindo populações marginalizadas. 

Dados referentes a 2025

30

Equivalente em tempo integral

190

pessoas iniciaram tratamento para hepatite C

1,5 milhão de euros

Despesas

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