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Níger: MSF apoia campanha de vacinação contra surto de meningite C

19/05/2017
Equipes da organização assistiram ao programa em resposta a uma epidemia da doença
Níger: MSF apoia campanha de vacinação contra surto de meningite C

Foto: Sarah Pierre

Niamey, 19 de maio de 2017 – A organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) acionou diversas equipes de emergência no Níger a fim de conter o surto de meningite C que vem afetando muitas regiões do país desde março. Trabalhando junto ao Ministério de Saúde Pública, as equipes de MSF vacinaram mais de 358 mil pessoas nas áreas mais afetadas. Ao mesmo tempo, MSF continua monitorando regiões em risco, e está oferecendo cuidados médicos aos afetados pela doença.

Entre os dias 1 de janeiro de 7 de maio, houve 179 mortes por meningite de um total de 3.037 casos registrados. A maioria dos casos ocorreu no oeste do país. A meningite meningocócica é uma doença bacteriana que causa uma infecção grave nas membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal. Em resposta ao surto declarado pelo Ministério de Saúde Pública no fim de março, MSF apoiou as autoridades de saúde em uma campanha de vacinação direcionada às regiões de Niamey, Tillabéry, Dosso e Tahoua.

O Níger faz parte  do “cinturão da meningite” – uma região que se estende pela África Saariana, do Senegal à Etiópia. O Níger, assim como outros 25 países da região, é regularmente afetado por essa doença. O número de casos de meningite C vem aumentando há alguns anos; primeiro na Nigéria, em 2013 e 2014, e no Níger desde 2015. Até então, o número de casos de meningite registrados no Níger praticamente dobrou em comparação ao mesmo período de 2016. Cerca de 65% dessas ocorrências foram casos registrados de meningite C, principal variedade desta epidemia, e 18% do tipo X.

Mais de 358 mil pessoas com idades entre dois e 20 anos de idade foram vacinadas nas 24 regiões que  atingiram o estado de alerta ou o limite da epidemia. A fim de implementar a campanha de vacinação nas regiões afetadas pela meningite, 341 mil doses de vacina foram oferecidas pela Cooperação Internacional. O restante das vacinas foi fornecido pelo Ministério de Saúde Pública.

“Assim como nos surtos de meningite dos anos anteriores, respondemos à emergência nas regiões onde a população foi mais afetada. Nossas equipes apoiaram o Ministério de Saúde na coordenação da campanha de vacinação em diversos distritos da cidade de Niamey, e também nas regiões de Tillabéry, Dosso e Tahoua, onde mais de 75% dos casos foram registrados’, explica Félix Kouassi, coordenador-geral de MSF no Níger. “A vacinação tem um papel fundamental no combate a essa doença. Por isso é importante que os fabricantes das vacinas possam garantir uma quantidade global suficiente, assim como a um preço acessível”.

Desde o início do ano, MSF está trabalhando juntamente ao Ministério de Saúde Pública para tratar rapidamente pacientes com meningite e monitorar áreas de alto risco. Isso foi feito em paralelo à resposta de vacinação. MSF apoiou três hospitais e 24 centros de saúde nas regiões de Niamey, Dosso, Tillabéry e Tahoua fornecendo recursos como medicamentos, testes rápidos de diagnóstico, kits de laboratório, agulhas de punção lombar, seringas e até colchonetes. MSF também reforçou as equipes médicas para o caso de detecção rápida e otimização de gestão de casos. Equipes de emergência estão prontas caso o Ministério de Saúde Pública precise de suporte em uma nova campanha de vacinação.

Como uma organização de emergência, MSF atua em casos de emergências humanitárias e de saúde. Em 2015 e 2016, equipes de MSF apoiaram o Ministério da Saúde do Níger na resposta à epidemia de meningite nas regiões de Niamey, Zinder, Tahoua, Tillabéry e Dosso. Durante a epidemia de 2016, houve 1.538 casos de meningite reportados entre janeiro e junho, e 114 dessas pessoas morreram.

MSF no Níger
MSF está presente no Níger desde 1985, e atualmente trabalha nas regiões de Maradi, Tahoua, Zinder e Diffa oferecendo cuidados pediátricos e neonatais, tratamento para crianças desnutridas com menos de 5 anos de idade, imunizações, cuidados de saúde reprodutiva e suporte no combate à malária.

 

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