Debate | Engajamento comunitário: construindo ações humanitárias centradas nas comunidades

O engajamento comunitário é um processo em que a escuta cuidadosa, a comunicação e a colaboração entre profissionais e membros da comunidade são fundamentais para alcançar impactos e resultados positivos na saúde, qualidade de vida e bem-estar.  

Com frequência, as ações humanitárias trabalham com a premissa de oferecer serviços e cuidados às pessoas sem, no entanto, levar em conta as capacidades das próprias comunidades. Trabalhar com engajamento comunitário significa refletir constantemente sobre práticas de escuta atenta das comunidades e integração de sua participação. É preciso incluir as perspectivas da comunidade sobre suas necessidades, ideias, recomendações e uso de seus próprios recursos nas ações propostas.  

Neste debate, propomos refletir sobre três questões: a importância do engajamento comunitário; o papel e as práticas de MSF nesse processo; as barreiras e facilitadores do engajamento comunitário. Iremos compartilhar experiências de abordagens que colocaram as comunidades no centro da ação médica e da participação efetiva na tomada de decisões. 

Participantes: 

Felipe Aurélio Euzébio 

Mestre em Antropologia, vem atuando com populações em processo de exclusão há 7 anos, desenvolvendo abordagens comunitárias centradas em populações vulnerabilizadas. Atualmente trabalha com Médicos Sem Fronteiras como gestor de atividades antropológicas e de promoção de saúde com engajamento comunitário na região da Ilha do Marajó, no estado do Pará, com comunidades ribeirinhas e quilombolas. 

Maria Dinalva do Nascimento Andrade 

Reconhecida como liderança quilombola e há 37 anos atuando como parteira na comunidade, Maria Dinalva do Nascimento Andrade começou a aprender este ofício aos 15 anos de idade e já realizou 60 partos – ou, como ela prefere dizer, salvou 60 vidas. Diná vive na Comunidade Remanescente de Quilombo São Tomé de Tauçu, situada no rio Acutipereira, na zona rural do município de Portel, Ilha de Marajó, Pará. Sobre sua relação com a comunidade e qualquer possibilidade de sair de lá, ela afirma “daqui só para o cemitério”. 

Luciana Kellen 

Comunicóloga e jornalista, ela atua há cinco anos como articuladora social pelo Instituto Peabiru, por meio de ações e atividades de impacto social em projetos focados no fortalecimento dos direitos de crianças e adolescentes da instituição. Entre seus projetos de atuação estão a Agenda 2030 – Participa Jovem e a iniciativa Selo UNICEF – edição 2021/2024 para os estados do Amapá, Mato Grosso, Tocantins e Pará, ambos sob parceria técnica do Instituto Peabiru. 

Fernanda Arrais 

Médica de família e comunidade no Hospital Universitário João de Barros Barreto – UFPA, médica da Casa Rua – centro especializado em pessoas em situação de rua, indígenas, refugiados, quilombolas e ribeirinhos, preceptora do internato na Atenção Primária na UNIFAMAZ. 

Moderação:  

Renata Santos 

Renata Santos é psicóloga e atualmente preside o Conselho Administrativo de MSF-Brasil.  Natural de Alagoas, ela já atuou em diversos projetos de MSF no exterior e também no Brasil. Esteve na Guiné durante a epidemia de Ebola, além do Afeganistão, Líbano e Iraque, entre outros países. No Brasil, trabalhou no apoio aos sobreviventes da tragédia de Brumadinho (MG) e com migrantes venezuelanos em Roraima. 

 

  • Data: 01/12, sexta-feira, às 9h 
  • Local: Auditório David Mufarrej – UNAMA (Av. Alcindo Cacela, 287 – Umarizal, Belém) 
  • Gratuito, mediante inscrição. Sujeito a lotação.  
  • Acessibilidade: possui estacionamento próprio; acessível para pessoas com dificuldade motora. Haverá tradução em libras.  
  • Inscrições através do formulário. 

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