Em 2025, Médicos Sem Fronteiras (MSF) ampliou a assistência médica e humanitária a refugiados malianos e a pessoas em movimento pela Mauritânia. 

 

Nossas equipes prestaram atendimento a refugiados, solicitantes de asilo e migrantes que tentavam fazer a perigosa travessia do Atlântico a partir da costa da Mauritânia, além de atender malianos que buscavam segurança na região sudeste de Hodh Ech Chargui.  

Em Nouadhibou, MSF ofereceu assistência médica e psicológica a migrantes que estavam em embarcações interceptadas enquanto seguiam em direção às Ilhas Canárias. Embora as autoridades espanholas tenham registrado uma queda no número de chegadas provenientes da Mauritânia em 2025,1 em parte devido ao aumento da vigilância marítima e ao reforço do controle por parte das autoridades mauritanas, muitas pessoas continuaram se arriscando na travessia. Algumas passaram a partir de outros países da África Ocidental para tentar reduzir o risco de interceptação. Alguns de nossos pacientes relataram ter passado até 15 dias a bordo, sem água, e com medo de morrer afogados por não saberem nadar. Outros testemunharam pessoas morrerem durante a travessia e viram corpos serem lançados ao mar.  

Em Nouadhibou, nossas equipes também ofereceram atendimento ambulatorial, incluindo apoio à saúde mental e encaminhamentos para serviços sociais, a pessoas que estavam de passagem pela Mauritânia rumo ao norte da Europa. 

No sudeste do país, novas ondas de refugiados vindos do Mali chegaram em busca de segurança diante da violência extrema em seu país de origem. Muitas dessas pessoas chegavam exaustas e traumatizadas pelo que haviam vivido e se instalavam em vilarejos e acampamentos informais sem serviços básicos adequados. Nossas equipes atuaram nessas áreas, oferecendo atendimento geral e especializado de saúde a pessoas afetadas pela violência.  

Ao longo do ano, fomos gradualmente incorporando outros serviços, incluindo apoio à saúde mental e assistência social, além de uma rede comunitária para identificar e encaminhar pessoas afetadas pela violência. Também substituímos o sistema de clínicas móveis pelo apoio a unidades de saúde em Douenkara, Fassala, Aghor e Tinagwitine. Nessas unidades, oferecemos atendimento de saúde geral e pediátrico, consultas de saúde sexual e reprodutiva, vacinação, tratamento da desnutrição aguda grave e encaminhamentos para atendimento especializado nos hospitais de Bassikounou e Neima. Esses serviços também estavam disponíveis para pacientes mauritanos. 

Dados referentes a 2025

67

Equivalente em período integral

2.100

consultas de pré-natal

6 milhão

Despesas

81

pessoas tratadas por ferimentos decorrentes de violência física intencional

38.000

consultas ambulatoriais

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