Você está aqui

HIV/Aids

HIV/Aids

Desde a sua descoberta, em 1981, o HIV/Aids matou mais de 35 milhões de pessoas.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima-se que, só em 2016, 1 milhão de pessoas morreram por causas associadas a doença e outros 2 milhões tenham adquirido a infecção.

Atualmente, há aproximadamente 36,7 milhões de pessoas vivendo com a doença no mundo; a maioria delas (70%) vive em países da África subsaariana.

Um décimo das pessoas HIV-positivo são crianças com menos de 15 anos de idade. Mais de mil são infectadas a cada dia. Sem tratamento, metade dessas crianças morrerão antes de completarem 2 anos de idade.

 

Causa

O HIV/Aids é causado pelo vírus da imunodefiência humana, que geralmente é transmitido por meio de relação sexual sem uso de preservativo e pela troca de fluidos corporais. O vírus também pode ser transmitido durante a gravidez, no parto, em transfusões sanguíneas, em transplantes de órgãos, durante a amamentação e por meio do compartilhamento de agulhas contaminadas.

Sintomas

Algumas pessoas podem desenvolver sintomas similares aos de uma gripe, como febre, mal-estar prolongado, gânglios pelo corpo, erupções cutâneas vermelhas na pele, dor de garganta e dor articular nas primeiras duas a seis semanas depois da infecção pelo vírus. Outras pessoas podem não apresentar sintomas por muitos anos enquanto o vírus, vagarosamente, se replica.

Uma vez que esses sintomas desaparecem, o HIV não se manifesta por meio de outros sintomas por muito tempo (em torno de 2 a 15 anos). Isso é conhecido como o período da janela.

Considera-se que uma pessoa vivendo com o vírus HIV tenha desenvolvido a Aids quando seu sistema imunológico estiver fraco a ponto de não poder mais combater infecções oportunistas e doenças como a pneumonia, a meningite e alguns tipos de câncer. Uma das infecções mais comuns entre pessoas vivendo com a Aids é a tuberculose (TB), que, a cada ano, causa um terço das mortes nessa população.

Vídeos

Ativistas contra o HIV na República Democrática do Congo

Ativistas da luta contra o HIV da RDC, onde Médicos Sem Fronteiras mantém projetos de tratamento e detecção do vírus, cantam e dançam para falar sobre prevenção e superação do estigma.

Vídeos

Ativistas contra o HIV na República Democrática do Congo

Ativistas da luta contra o HIV da RDC, onde Médicos Sem Fronteiras mantém projetos de tratamento e detecção do vírus, cantam e dançam para falar sobre prevenção e superação do estigma.

Cuidados para HIV/Aids devem ser acessíveis para todos

Muitas pessoas, especialmente na África Ocidental e Central, ainda não têm acesso a testes e a tratamentos contínuos para o HIV. Cuidados devem ser acessíveis para todos, em todos os lugares.

Vida além do HIV

MSF lembra que há #VidaAlémDoHIV. Por meio de um projeto da organização que envolve música e pinturas urbanas, pessoas que vivem com HIV em Khayelitsha, na África do Sul, encorajam uns aos outros a se prevenir, testar e buscar tratamento para a doença.

Diagnóstico

Apesar da existência de testes rápidos e de baixo custo para detectar o HIV, o conhecimento acerca da carga viral ainda apresenta algumas limitações em contextos pouco estruturados e áreas rurais.

Estima-se que somente 54% das pessoas que vivem com o HIV estejam cientes de sua condição.

Tratamento

Não há cura para a infecção pelo HIV/Aids, embora os tratamentos sejam hoje muito mais efetivos do que no passado. Uma combinação de medicamentos, conhecidos como antirretrovirais (ARVs), ajudam a combater o vírus e permitem que as pessoas levem vidas mais longas e saudáveis, sem que seu sistema imunológico seja afetado rapidamente, além de serem usados atualmente também como medida preventiva para diminuir a transmissão. Estima-se que 16 milhões de pessoas recebam ARVs atualmente (só 46% dos infectados).

Atividades de MSF

Os programas de HIV/Aids de MSF oferecem testes para o vírus e aconselhamento pré e pós-teste, além de tratamento e prevenção de infecções oportunistas, prevenção da transmissão de mãe para filho, monitoramento da carga viral e progressão da doença e fornecimento de ARVs gratuitos para aqueles que têm uma indicação de tratamento.

Geralmente, nossos programas também incluem suporte à prevenção, por meio de atividades de conscientização e de educação para ajudar as pessoas a entenderem como podem prevenir a transmissão do vírus, bem como oferecer apoio para que haja uma maior aderência ao tratamento com ARVs e suporte psicológico às famílias e pessoas vivendo com HIV/Aids.

Em 2016, MSF ofereceu tratamento antirretroviral de primeira ou segunda linha a 232.400 pessoas que vivem com HIV.


Esta página foi atualizada em outubro de 2017.

Atividades Médicas

O trabalho de MSF envolve uma grande variedade de atividades, desde a organização de campanhas de vacinação até cirurgias reconstrutivas. MSF também pressiona para que medicamentos de qualidade cheguem às populações que não podem arcar com os altos custos de certos tratamentos.

  • Hepatite C

    A doença acomete o fígado e é causada pelo vírus da hepatite C (VHC).

  • Febre amarela

    De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 47 países (34 em África e 13 América Central e do Sul) são endêmicos ou têm regiões e

  • Chikungunya

    Hoje, a chikungunya já foi identificada em mais de 60 países na Ásia, África, Europa e nas Américas.

  • Desnutrição
    Condição que afeta principalmente crianças, resulta da falta de nutrientes, vitaminas e minerais.
  • Tuberculose
    O longo e árduo tratamento da doença tem contribuído para uma epidemia de tuberculose resistente a medicamentos.
  • Doença do sono
    Erradicada em muitos países, ainda é endêmica no centro e no oeste da África. Se não tratada, é fatal.
  • Sarampo
    Está entre as doenças infecciosas mais contagiosas e faz milhares de vítimas todos os anos, ainda que haja vacina para preveni-la.
  • Saúde mental
    Por meio de terapias intensivas de curto, médio ou longo prazo, psicólogos buscam aliviar o sofrimento das pessoas atendidas por MSF.
  • Meningite
    A doença, que pode ser prevenida por vacina, ocorre por todo o mundo, mas a maioria das infecções e mortes são registradas na África.
  • Malária

    A malária é uma infecção parasitária que invade os glóbulos vermelhos do sangue.

  • Leishmaniose

    A leishmaniose visceral (VL), também conhecida como calazar, é a forma mais grave da leishmaniose.

  • HIV/Aids
    Epidemia continua se espalhando por países onde não há acesso a diagnóstico e tratamento.
  • Fístula obstétrica

    Nossas equipes trabalham com gestantes para prevenir a ocorrência de fístulas obstétricas, ao mesmo tempo em que tratam mulheres com a co

  • Febre de Marburg
    Febre hemorrágica com alta taxa de mortalidade altamente contagiosa.
  • Ebola
    Febre hemorrágica com alta taxa de mortalidade altamente contagiosa.
  • Dengue

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 4 bilhões de pessoas estejam vivendo em áreas com risco de infecção pela doença.

  • Cólera

    O risco de contração de cólera é maior logo após emergências, como o terremoto que devastou o Haiti em 2010, mas pode acontecer em qualqu

  • Doença de Chagas
    Transmitida pelo barbeiro, a doença parasitária é prevalente na América Latina, em contextos de habitação precária.