Venezuela: MSF trabalha para prevenir surtos de doenças após terremotos

Equipes têm oferecido atendimento médico e de saúde mental em clínicas móveis, além de facilitar acesso a água potável e condições dignas de higiene

@ Mariana Zupo/MSF
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Depois da fase inicial de atendimento aos feridos e do apoio às estruturas de saúde após os terremotos na Venezuela, o trabalho de Médicos Sem Fronteiras (MSF) está agora concentrado nos sobreviventes que permanecem nas ruas e em abrigos, onde o risco de surtos de doenças é elevado 

MSF tem trabalhado com uma clínica móvel permanente em Playa Verde, no estado de La Guaira, e outra no centro de Caracas, capital do país. Outras clínicas móveis têm ido prestar assistência em diferentes áreas afetadas, como Catia La Mar e Naiguatá. Os atendimentos médicos têm se concentrado principalmente em casos de diarreia, doenças respiratórias e problemas de pele. 

Nos primeiros dias de funcionamento das clínicas móveis, as equipes realizaram mais de 120 consultas médicas, além de cerca de 50 atendimentos de saúde mental individuais e em grupo). As clínicas móveis oferecem atendimento de saúde primária, apoio psicossocial, promoção da saúde e avaliações das condições de água e saneamento nas comunidades deslocadas. 

Doações a 8 hospitais em Caracas e La Guaira. @ Mariana Zupo/MSF .

Paralelamente, MSF ampliou as ações de água, saneamento e higiene para reduzir o risco de surtos de doenças, facilitar o acesso à água potável e instalar chuveiros e sanitários que permitam às pessoas viver em condições mais dignas. As equipes também seguem monitorando as necessidades das pessoas que permanecem em abrigos, adaptando o trabalho conforma as necessidades mudam.

Sua ajuda mantém nossas equipes prontas para agir em qualquer emergência. DOE!

A experiência de MSF em terremotos anteriores demonstra que ambientes de deslocamento superlotados podem favorecer surtos de doenças como cólera, sarampo e infecções respiratórias.

Na Venezuela, as equipes monitoram doenças transmitidas pela água e por mosquitos, como dengue, zika e chikungunya, além de avaliar as condições de saneamento e as necessidades de vigilância epidemiológica nas áreas afetadas.

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Desde os terremotos, em 24 de junho, MSF distribuiu kits de emergência para atendimento a traumas e insumos médicos suficientes para tratar cerca de 10 mil pessoas feridas pelos terremotos. Além disso, doou 8,5 toneladas de medicamentos, equipamentos médicos e materiais de saneamento para apoiar estruturas de saúde sobrecarregadas.

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