Terremoto na Venezuela: “As pessoas saíram sem nada de suas casas”

Hospitais estão sobrecarregados; equipes de MSF ampliam ações e já distribuíram kits capazes de atender cerca de 3.500 pacientes

Cidade de La Guaira após terremotos que atingiram a Venezuela em 24/06/2026. ©Mariana Zupo/MSF
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As operações de busca e resgate na Venezuela continuam, depois que o país foi atingido por dois terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, na última quarta-feira (24/06). Mais de 1.400 pessoas morreram e mais de 3.100 ficaram feridas, segundo autoridades locais.

A probabilidade de encontrar mais sobreviventes diminui rapidamente a cada hora que passa, mas ainda há relatos de pessoas sendo resgatadas com vida sob os escombros.

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“As pessoas estão precisando de água, de comida, de roupas, material de higiene. As pessoas simplesmente saíram sem nada de dentro de suas casas”, relata Halima Husein, coordenadora médica de Médicos Sem Fronteiras (MSF) na Venezuela, sobre a população em Caracas, capital do país, e La Guaira, cidades gravemente afetadas pelos terremotos.

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Danos causados a infraestruturas essenciais dificultam não só a locomoção das pessoas desabrigadas que buscam locais para se refugiar como das equipes que trabalham na emergência.  

Existem tantos prédios colapsados, tantos bairros que estão inacessíveis, que para você chegar num local onde antes demorava 30 minutos, hoje demora 4 ou 5 horas.”

– Fabio Biolchini, coordenador de operações de MSF para a América Latina e Caribe

Em entrevista à CBN, Biolchini também chamou a atenção para a fragilidade do sistema de saúde no país, que já funcionava no limite e agora enfrenta ainda mais dificuldades para responder à emergência.

Pessoas deslocadas em La Guaira, na Venezuela, após dois terremotos atingirem o país em 24/06/2026. ©Mariana Zupo/MSF

 

Ações de MSF

As equipes de MSF continuam preparando e distribuindo kits médicos de emergência a unidades de saúde nas áreas mais afetadas.

Até o momento, oito hospitais em Caracas e La Guaira receberam suprimentos que atendem às necessidades de tratamento de aproximadamente 3.500 pacientes.

MSF planeja se dedicar progressivamente ao apoio médico-humanitário nos locais informais de deslocamento que se espalham cada vez mais em toda a região metropolitana de Caracas, onde milhares de pessoas permanecem sem abrigo adequado após extensos danos estruturais na região.

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