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Trabalhadores humanitários congoleses retornam a Pinga

07/11/2012
Colaboradores locais de MSF retomam atividades na região após terem fugido dali em busca de segurança

 Todos os profissionais congoleses a serviço de Médicos Sem Fronteiras (MSF) no projeto de Pinga, na província de Kivu do Norte, na República Democrática do Congo, retornaram ao trabalho um mês após os conflitos entre grupos armados que levaram as pessoas a fugirem da região em busca de segurança.

A partida repentina de muitos funcionários essenciais teve grande impacto no programa médico de MSF e em sua capacidade de oferecer cuidados de saúde de qualidade gratuitamente às pessoas afetadas pelo conflito. Um centro de saúde em Mutongo teve os serviços completamente interrompidos por mais de um mês; as atividades médicas foram retomadas na última semana.

Durante o último mês, a equipe remanescente composta por profissionais internacionais e congoloses ofereceu suporte a três dos quatro centros de saúde de MSF nas redondezas. Mais de 100 mulheres tiveram partos assistidos.

Como até mesmo a equipe local do Ministério da Saúde havia fugido, profissionais de MSF utilizaram as instalações do hospital local para realizar mais de 25 cirurgias críticas. Entre os pacientes, havia casos de ferimentos à bala e emergências obstétricas.

“Ficamos aliviados com a volta de nossos colegas congoleses; podemos agora retomar todas as nossas atividades médicas em Pinga”, disse Grace Tang, coordenadora geral de MSF. “Mas há ainda centenas de milhares de pessoas que tiveram de deixar suas casas devido aos conflitos que continuam ocorrendo nesta região do Congo.”

Os conflitos no leste do Congo continuam a elevar os níveis de violência e deslocamentos e a gerar demandas humanitárias inacreditáveis. MSF leva cuidados de saúde gratuitos a milhares de pessoas a cada mês por meio de diversos hospitais, centros de saúde e postos de saúde em Rutshuru, Masisi, Mweso, Kitchanga, Walikale, campos de refugiados de Muganga I, Kanyaruchinya e Pinga, na província de Kivu do Norte. Há também alguns centros de tratamento de cólera (CTCs), clínicas móveis e atividades de resposta a emergências.

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