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Síria: 33 vítimas de explosão tratadas por MSF em Raqqa na primeira semana de 2018

12/01/2018
Médicos Sem Fronteiras pede que o trabalho de desminagem seja intensificado na cidade
Síria: 33 vítimas de explosão tratadas por MSF em Raqqa na primeira semana de 2018

Foto: MSF

Na primeira semana do ano, 33 pacientes com lesões relacionadas a explosões, dos quais 13 menores de 18 anos, foram tratados pelas equipes de Médicos Sem Fronteiras (MSF) na cidade de Raqqa, na Síria. Os pacientes sofreram essas lesões ao retornarem às suas casas na cidade, que está repleta de restos explosivos não detonados e dispositivos explosivos improvisados (IEDs, em inglês).

MSF está extremamente preocupada com a quantidade limitada de atividades de remoção de minas na região, devido à escassez de equipamento e experiência em desminagem.

Desde que o conflito ativo diminuiu em Raqqa em 17 de outubro de 2017, as equipes de MSF sozinhas trataram 271 pessoas com lesões provocadas por explosões; 64 delas chegaram já mortas ou morreram ao chegar na clínica.  
Milhares de moradores voltaram para a cidade desde que a luta intensa diminuiu e há uma tendência de que o grande número de pessoas retornando continue. Os IEDs e os dispositivos de guerra não detonados permanecem uma grande ameaça para a população de Raqqa. Um número elevado de vítimas de explosões, incluindo crianças, deve continuar nos próximos meses, a menos que ocorram mais atividades de remoção de minas.

Os moradores de Raqqa querem poder retornar com segurança às suas casas, comércios e propriedades rurais.  MSF pede veementemente a todas as partes do conflito e seus aliados, bem como organizações de desminagem e doadores, que aumentem o trabalho de desminagem das casas e subúrbios, assim como aumentem os serviços de educação sobre o risco de minas para proteger as pessoas dessas mortes e feridas que são catastróficas, mas evitáveis.  

MSF fornece serviços de assistência médica gratuitos às pessoas necessitadas, independentemente de sua religião, raça ou afiliação política. MSF não aceita financiamento de qualquer governo, organização religiosa ou agência internacional para seus programas na Síria.
 

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