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MSF lembra o Dia Internacional da Ajuda Humanitária

19/08/2010
Organização aproveita a celebração para agradecer ao engajamento dos profissionais e doadores brasileiros

Hoje é a primeira vez que o mundo comemora o Dia Internacional da Ajuda Humanitária. A data, escolhida pela ONU no ano passado, marca o dia do ataque a um hotel de Bagdá que em 2003 causou a morte de 22 integrantes da ONU, incluindo o então Chefe da Missão das Nações Unidas no Iraque, Sérgio Vieira de Mello. Nós de Médicos Sem Fronteiras aproveitamos o Dia Internacional da Ajuda Humanitária para reforçar nosso comprometimento de levar assistência neutra e independente para aqueles que mais precisam, onde quer que seja, sem discriminição de raça, genero, crença ou orientação política. 

Neste momento, temos cerca de 22 mil profissionais humanitários em mais de 400 missões pelo mundo. Desse total, aproximadamente 60 são brasileiros. Só no primeiro semestre, o Brasil enviou cerca de 59 pessoas, entre médicos, enfermeiros, economistas, farmacêuticos. Eles foram para lugares como Serra Leoa, Haiti, Quênia, Congo e Paquistão. O recrutamento de profissionais é uma das principais atividades do escritório de Médicos Sem Fronteiras no Brasil. 

"Percebemos que o papel do Brasil em relação à ajuda humanitária internacional está aumentando com o passar dos anos. É cada vez maior o número de profissionais brasileiros dispostos a trabalhar em crises humanitárias ao redor do mundo", diz o diretor executivo do MSF Brasil, Tyler Fainstat. "A quantidade de pessoas que querem ajudar fazendo doações também vem crescendo nos últimos anos. Ficamos felizes de podermos ser a ponte entre aqueles que querem ajudar e aqueles que precisam de ajuda", completa. 

Em casos de catástrofes no Brasil MSF também entre em ação. Neste momento, por exemplo, temos uma equipe em Alagoas atendendo as vítimas da enchente que em junho destruiu várias cidades do Estado. 

Ao longo de dois meses, 15 profissionais foram enviados a Alagoas. A maioria, psicólogos, já que o nosso diagnóstico apontou um grande número de problemas mentais, o que é muito comum em situações como essas, em que as pessoas perdem suas casas, documentos e até familiares. 

Tão importante quanto os 500 atendimentos feitos até agora em Alagoas é o trabalho de treinamento de profissionais locais que poderão dar continuidade ao trabalho de Médicos Sem Fronteiras. Afinal, a ajuda humanitária só é possível com a participação de uma grande rede de mobilização formada pelo poder público, por voluntários, pelos nossos colaboradores e até por você que lê e divulga as informações de Médicos Sem Fronteiras. A todos, nosso muito obrigado.