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Médicos Sem Fronteiras alerta para gravidade da epidemia de Ebola

12/04/2019
OMS decidiu não declarar situação de emergência internacional de saúde pública
Médicos Sem Fronteiras alerta para gravidade da epidemia de Ebola

Foto: Alexander Wade/MSF

A organização Médicos Sem Fronteira (MSF) manifestou nesta sexta-feira, 12 de abril, preocupação com o crescimento de casos da epidemia de Ebola na República Democrática do Congo. O comunicado foi feito depois da realização de encontro da Organização Mundial da Saúde (OMS) no qual um grupo de especialistas decidiu não declarar a epidemia como uma emergência internacional de saúde pública (PHEIC, na sigla em inglês).

A epidemia de Ebola, iniciada em agosto de 2018, já é a segunda maior da história. Mais de 1.200 pessoas foram infectadas, com 760 mortes.

“Qualquer que seja a classificação oficial desta epidemia, está claro que ela não está sob controle, e por isso necessitamos aprimorar nossos esforços coletivos. Até agora, o vírus não se alastrou para países vizinhos, mas a possibilidade existe. O que mais importa agora, se queremos controlar essa epidemia, é mudar a maneira como estamos lidando com ela. Precisamos adaptar nosso trabalho às necessidades e expectativas da população, para integrar as ações relacionadas ao Ebola ao sistema de saúde local, interagir de maneira efetiva com as comunidades e avaliar a realização de mais vacinações, que tem demonstrado resultados promissores, para fortalecer o trabalho de prevenção. As escolhas sobre como lidar com a doença devem voltar a ser da competência de pacientes e suas famílias – permitindo, por exemplo, que as pessoas busquem cuidados de saúde nos seus centros de saúde locais em vez de nos Centros de Tratamento de Ebola. Nós devemos isso a nossos pacientes.”

Gwenola Seroux, gerente de emergências de Médicos Sem Fronteiras

Informações adicionais: Mais de oito meses depois do início da última epidemia de Ebola na República Democrática do Congo (RDC), a situação é alarmante. O número de novos casos notificados aumentou de significativamente nas últimas semanas. Na semana passada, 40% dos novos casos se referiam a pessoas que morreram em suas comunidades, antes que pudessem ser identificados como pacientes de Ebola e recebido oferta de cuidados médicos.

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