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Mali: deslocados enfrentam condições precárias em Bamaco

08/08/2019
A crise de violência no centro do país gera deslocamento de pessoas em direção à capital
Mali: deslocados enfrentam condições precárias em Bamaco

Lamine Keita/MSF

Civis no centro do Mali fogem diariamente da violência que se intensificou desde o início de 2019. Alguns deles se mudaram para a capital Bamaco e agora vivem em condições difíceis. As equipes de Médicos Sem Fronteiras (MSF) estão organizando atividades médicas para prestar assistência às pessoas deslocadas que vivem em um acampamento improvisado no distrito de Senou.

Quase mil pessoas deslocadas acampam em um campo de cinco hectares cercado por árvores. "No começo, vivíamos no distrito de Faladjè, em Bamaco, cercado de animais e lixo. Chuvas recentes inundaram o local e as crianças começaram a ter coceiras na pele; algumas até ficaram doentes. Hoje vivemos em Senou: uma pessoa ofereceu para que nos instalássemos nesta terra. Mas nossas condições de vida ainda são duras", explica Oumar Dicko, que se deslocou de Douentza.

Alertada para a situação, MSF enviou uma equipe médica e logística em junho para avaliar as necessidades dessa população e oferecer assistência emergencial.

"São 800 pessoas, incluindo crianças, mulheres e idosos, principalmente das cidades de Bankass, Koro e Douentza. Algumas pessoas foram feridas por balas e muitas ainda são afetadas pela violência que sofreram", disse Boubacar Korroney, assistente para coordenação médica de MSF no Mali. "Um único ponto de acesso à água também é insuficiente para cobrir as necessidades dessas pessoas deslocadas", acrescentou.

No local, as equipes de MSF oferecem consultas médicas gratuitas – mais de 200 em três semanas. Cerca de 15 vasos sanitários e chuveiros foram construídos para melhorar as condições de higiene e saneamento, bem como uma área de gestão de resíduos. A prioridade agora é instalar um tanque de água potável. Devido à situação de segurança ainda perigosa no centro do país, muitos deslocados de Senou não planejam retornar tão cedo aos seus vilarejos de origem.

MSF trabalha nas regiões de Kidal, Gao, Mopti, Segou, Sikasso e Bamaco. Desde o início deste ano, MSF atuou em várias situações de emergência para prestar assistência às populações das regiões central e norte do Mali.

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