Intenso ataque a Kiev, na Ucrânia, deixa pelo menos 20 pessoas mortas

Uma estação de ambulâncias foi atingida nos ataques e seis profissionais ficaram feridos

O ataque a Kiev, na Ucrânia, deixou pelo menos 20 pessoas mortas. © Anhelina Shchors/MSF
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Nesta quinta-feira (02/07), as forças militares russas realizaram mais um intenso ataque contra Kiev, na Ucrânia, onde profissionais de Médicos Sem Fronteiras (MSF) vivem e trabalham. De acordo com relatos oficiais, até o momento foram confirmadas 20 mortes e pelo menos 86 pessoas ficaram feridas. Entre os alvos atingidos, estava uma estação de ambulâncias, onde seis profissionais foram feridos: três paramédicos e três motoristas.

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Um hotel e edifícios residenciais também foram danificados. O ataque ocorreu à noite, e muitas pessoas que estavam dormindo ficaram presas sob os escombros. Os serviços de emergência continuam procurando mortos e feridos. O sistema de saúde da cidade ficou sobrecarregado — há relatos de que 110 equipes de ambulância trabalharam simultaneamente para responder às emergências.

Começamos um novo dia, mais uma vez, em estado de choque e horror.”

Robin Meldrum, diretor-geral de MSF na Ucrânia

“No escuro, dos porões e [abrigados nas] bases das escadarias, ouvíamos os drones de ataque russos passando pelo centro de Kiev, sem saber o que atingiriam, mas plenamente conscientes de que, mais uma vez, civis e infraestruturas civis seriam atingidos — e foram”, relatou Robin Meldrum, diretor-geral de MSF na Ucrânia.

O ataque atingiu áreas residenciais em Kiev, na Ucrânia. © Anhelina Shchors/MSF

“Começamos um novo dia, mais uma vez, em estado de choque e horror, diante do fato de que equipes de ambulância e de emergência precisariam retirar as pessoas do que sobrou de prédios residenciais destruídos e que precisariam salvar a vida dos próprios colegas que foram alvos do ataque”, disse Meldrum.

Profissionais de saúde e instalações médicas em toda a Ucrânia permanecem desprotegidos, trabalhando sob ameaça constante e à beira do esgotamento de recursos. Condenamos os ataques das forças russas, que colocam em risco não apenas a população civil, mas também a capacidade de fornecer atendimento médicos depois que as pessoas são feridas.

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