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Índia: tratamento para sobreviventes de violência sexual e de gênero

02/05/2019
Nossa clínica em Délhi oferece cuidados médicos e psicológicos urgentes, 24h por dia
Índia: tratamento para sobreviventes de violência sexual e de gênero

Foto: Smriti Singh/MSF

A violência sexual e de gênero (SGBV, na sigla em inglês) é um grande problema de saúde pública e uma emergência médica. Estimativas globais publicadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que cerca de 1 em cada 3 (35%) mulheres em todo o mundo sofreram violência física ou sexual causada por parceiro íntimo ou violência sexual por não-parceiros em algum momento da vida. As sobreviventes precisam de cuidados médicos imediatos, a fim de limitar consequências graves para a saúde, como gravidez indesejada e infecções sexualmente transmissíveis. A violência também pode afetar a saúde mental das sobreviventes e levar à ansiedade, depressão e transtorno de estresse pós-traumático.

Nosso trabalho
Em novembro de 2015, Médicos Sem Fronteiras (MSF) inaugurou a Umeed Ki Kiran, uma clínica comunitária na região de Jahangirpuri, no norte de Délhi. De acordo com o protocolo nacional, a clínica, que funciona 24h por dia, 7 dias na semana, oferece tratamento de qualidade (tratamento de lesões, prevenção de HIV/Aids, gravidez indesejada, doenças sexualmente transmissíveis) para sobreviventes de violência sexual, estupro e violência doméstica. Além disso, nossos conselheiros oferecem apoio psicossocial para reduzir o risco de complicações psicológicas que possam surgir após o episódio de violência.

Também contamos com o apoio de parceiros e o Ministério da Saúde para a divulgação dos serviços da clínica. Junto a eles, criamos um sistema de encaminhamento para as sobreviventes que precisam de ajuda.
Em 2017, através de uma colaboração com a Diretoria de Educação, uma apresentação interativa com fantoches foi realizada em seis escolas do governo, onde crianças em idade escolar foram educadas sobre abuso sexual infantil. Também foram organizados treinamentos para policiais e parteiras auxiliares de enfermagem para sensibilizá-los sobre o assunto.

Neste mesmo ano, em nossos projetos em mais de 70 países, tratamos mais de 18.800 sobreviventes de violência sexual.

 

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