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Honduras: MSF trabalha para conter nova epidemia de dengue

15/03/2019
Grande parte dos pacientes tratados tem menos de 15 anos
Honduras: MSF trabalha para conter nova epidemia de dengue

Foto: Yves Magat/MSF

Após uma estação de chuvas prolongada, Honduras registrou um forte aumento nos casos de dengue – uma doença transmitida por mosquitos que se reproduzem em águas paradas. Para ajudar a controlar a epidemia, Médicos Sem Fronteiras (MSF) está apoiando o Hospital Mario Catarino Rivas, em San Pedro Sula, a segunda maior cidade do país.
 
A dengue grave, não tratada, pode causar complicações que ameaçam a vida e é particularmente perigosa para as crianças. Desde o início deste ano, 12 pessoas morreram da doença no Hospital Mario Catarino Rivas, em San Pedro Sula. Em todo o norte do país, 789 pessoas com dengue grave foram tratadas, sendo que 81% delas têm menos de 15 anos de idade e 94,5% são do Departamento de Cortes.  
 
“Quarenta e seis por cento dos pacientes com dengue grave atendidos no hospital Mario Catarino Rivas este ano tinham entre 5 e 14 anos”, diz a coordenadora médica regional de MSF, Tania Marin. “Esse tipo de caso tem altas chances de apresentar complicações e até causar a morte, se não receber atenção adequada e a tempo.”
 
MSF está apoiando a ala pediátrica de dengue do hospital, aberta especialmente em função da epidemia, fornecendo pediatras, enfermeiros, medicamentos e equipamentos médicos para pacientes com dengue grave.
 
Como muitos dos casos tratados vêm da área do município de Choloma, MSF também começou a apoiar Choloma e o Ministério da Saúde de Honduras para realizar atividades de controle de vetores em dois setores do município, a fim de conter a propagação da epidemia nessa área.
 
A dengue é encontrada principalmente em áreas urbanas e semi-urbanas de regiões tropicais e subtropicais. A doença é endêmica em Honduras e as epidemias ocorrem a cada quatro ou cinco anos. Surtos anteriores ocorreram em 2015 em Tegucigalpa, quando MSF apoiou a resposta das autoridades de saúde no Hospital Universitário, e em 2013, em San Pedro Sula, quando MSF também reforçou a capacidade de atendimento do Hospital Mario Catarino Rivas.



Em Honduras, as equipes de MSF oferecem atendimento integral às sobreviventes de violência e violência sexual em diferentes instalações de saúde e no Departamento de Emergência do principal Hospital Universitário de Tegucigalpa; e em Nueva Capital, um bairro formado principalmente por deslocados internos, na periferia da cidade, as equipes oferecem cuidados de saúde primária, incluindo apoio psicossocial às vítimas de violência em nível comunitário. Em Choloma, uma cidade em rápida expansão no norte de Honduras, MSF trabalha em uma Clínica Mãe e Filho apoiando o Ministério da Saúde na prestação de serviços de planejamento familiar, consultas pré e pós-natal, partos, assistência social, serviços de promoção da saúde e apoio psicossocial para vítimas de violência, incluindo sobreviventes de violência sexual.
 

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