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Honduras: MSF amplia esforços para controlar epidemia de dengue

25/05/2019
Nas primeiras 17 semanas deste ano, 6.883 casos de dengue foram notificados em todo o país
Nas primeiras 17 semanas deste ano, 6.883 casos de dengue foram notificados em todo o país

Foto: Francesca Volpi

A organização médica internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF) está ampliando seus esforços para controlar a epidemia de dengue no departamento de Cortes, no norte de Honduras, trabalhando junto ao Hospital Nacional Mário Catarino Rivas (HNMCR), na cidade de San Pedro Sula.

Nas primeiras 17 semanas deste ano, 6.883 casos de dengue foram notificados em todo o país, de acordo com o Boletim Epidemiológico Nacional. Destes, 2.111 foram casos suspeitos de dengue grave. Sessenta e um por cento do total de casos eram do departamento de Cortes. 

MSF está apoiando o HNMCR com profissionais de pediatria, medicina, enfermagem e auxiliares de enfermagem na ala pediátrica de dengue do hospital, bem como em centros de saúde em Choloma, um dos municípios mais afetados do departamento de Cortes e lar da maioria dos pacientes de dengue tratados no HNMCR. As equipes de MSF também realizaram campanhas de fumigação e promoção de saúde em Choloma, durante as primeiras sete semanas de sua resposta, que começou em fevereiro.

"O comportamento dessa epidemia é incomum em comparação com os surtos de dengue anteriores", diz a dra. Deysi Fernández, gestora de atividades médicas de MSF para a resposta à dengue em Honduras. “Esta epidemia é flutuante. Há um número elevado de casos em algumas semanas e uma diminuição em outras. A ala pediátrica de dengue no HNMCR foi planejada para tratar 20 casos diários, mas em algumas semanas até 50 pacientes estão sendo tratados todos os dias. É por isso que MSF decidiu oferecer seu apoio ao hospital.”

Desde que MSF iniciou suas atividades no HNMCR, em 15 de fevereiro, suas equipes médicas trataram 852 pacientes com dengue, dos quais 715 apresentavam sinais de possível dengue grave, com 124 casos confirmados de dengue grave. Nesse período, 16 pacientes morreram de complicações associadas à doença.

"Durante a primeira fase de nossa resposta, realizamos três atividades simultaneamente nas comunidades afetadas", diz a dra. Fernandez. “A primeira foi a conscientização e a educação, para garantir que as pessoas soubessem sobre a dengue e suas consequências. A segunda era verificar cada casa em busca de possíveis locais de reprodução de mosquitos e usar um larvicida para impedir a reprodução dos mosquitos. A terceira foi fumigar as casas das pessoas e quintais para eliminar os mosquitos adultos. Com essa abordagem em três frentes, procuramos reduzir a transmissão da doença.”

MSF também enviou médicos e auxiliares de enfermagem a centros de saúde em Choloma para ajudar a detectar casos de dengue precocemente e gerenciá-los em tempo hábil. Os promotores de saúde também estão indo para as comunidades espalhar mensagens sobre a prevenção da dengue, incluindo como armazenar água para que não seja criado um terreno fértil para os mosquitos e o uso de repelente para proteção contra picadas de mosquito. Com esses esforços, as equipes de MSF pretendem ajudar a pôr fim à epidemia de dengue no norte de Honduras. 

A dengue é uma doença encontrada principalmente em áreas urbanas e semi-urbanas de regiões tropicais e subtropicais, transmitida por mosquitos que se reproduzem em água parada. A doença é endêmica em Honduras e as epidemias ocorrem a cada quatro a cinco anos. Surtos anteriores ocorreram em 2015 em Tegucigalpa, quando MSF apoiou a resposta das autoridades de saúde no Hospital Universitário e, em 2013, em San Pedro Sula, quando MSF também apoiou o Hospital Mario Catarino Rivas.

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