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Comunidades vulneráveis nos EUA precisam urgentemente de proteção contra a COVID-19

24/04/2020
Existem grandes disparidades no acesso a serviços contra o novo coronavírus de um estado norte-americano para outro
Comunidades vulneráveis nos EUA precisam urgentemente de proteção contra a COVID-19

É urgentemente necessário ampliar a atenção dada a comunidades com menos recursos nos Estados Unidos (EUA), a fim de garantir que todas as pessoas possam proteger a si e às suas famílias durante a pandemia de COVID-19. Grupos já vulneráveis, como pessoas que estão em situação de rua ou em moradias precárias, não têm os recursos necessários para se manterem seguros e saudáveis em meio a uma epidemia. Muitos não têm a opção de se isolar em um lugar e falta acesso a instalações para higiene básica. A epidemia de COVID-19 nos EUA os coloca em risco ainda maior.

“Na maioria dos estados, as autoridades estão instruindo as pessoas a se protegerem da COVID-19 ficando em casa, evitando aglomerações e lavando as mãos frequentemente”, diz a dra. Carrie Teicher, diretora dos programas de Médicos Sem Fronteiras (MSF) nos EUA. “Mas milhões de pessoas vulneráveis, em termos de moradia, não conseguem seguir essas medidas. Onde elas vão lavar as mãos se locais e banheiros públicos estão fechados? Como as pessoas que vivem em abrigos ou residências comunitárias podem se isolar?”

Desde o início do surto, MSF recebeu centenas de pedidos de orientações por parte de organizações da sociedade civil, governos locais e provedores de saúde que atendem comunidades vulneráveis nos EUA sobre como manter clientes e profissionais seguros.

 “Nos Estados Unidos, governos estaduais tomaram a frente da resposta à pandemia e existem grandes disparidades no acesso a serviços de um local para outro”, disse Jean Stowell, coordenador da resposta de MSF à COVID-19 nos EUA. “Com base na experiência que temos em resposta a surtos de doenças infecciosas no mundo todo, MSF está ajudando organizações e provedores de saúde nos EUA a adaptarem e aplicarem diretrizes em saúde pública, de acordo com as necessidades e os recursos disponíveis em suas comunidades.”

Na cidade de Nova Iorque, atual epicentro da pandemia global, mais de 50 mil pessoas dormem em abrigos para pessoas em situação de rua toda noite. MSF está trabalhando em parceria com organizações locais para melhorar as medidas de prevenção e controle de infecções em instalações que atendem pessoas sem-teto ou em moradias vulneráveis. MSF doou mais de 80 estações de água para as pessoas conseguirem lavar as mãos em lugares como cozinhas públicas e abrigos de suporte e está distribuindo mais de mil celulares para nova-iorquinos vulneráveis que não têm acesso à tecnologia e precisam dela para contatar serviços de suporte e/ou emergência, incluindo médicos que atendem por telemedicine. Além disso, MSF abriu um “chuveiro temporário” em Manhattan, que oferece banhos gratuitos.

MSF também enviou equipes para avaliarem as necessidades locais em vários outros lugares onde o acesso a serviços de resposta à pandemia é desigual, incluindo Porto Rico, Flórida e comunidades nativas americanas no sudoeste do país.

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