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5 locais onde as condições de vida impedem as pessoas de adotar medidas de proteção contra a COVID-19

16/04/2020
Em algumas regiões onde MSF atua, a higiene reforçada e o distanciamento social não são uma opção
5 locais onde as condições de vida impedem as pessoas de adotar medidas de proteção contra a COVID-19

As principais recomendações para conter a disseminação da COVID-19 são claras: lavar as mãos frequentemente e praticar o distanciamento social. Mas, para milhares de pessoas vulneráveis no mundo todo, adotar essas medidas não é uma opção.  Em campos de refugiados e deslocados ou nos centros de detenção onde MSF atua, o acesso a água e saneamento é escasso e, além disso, as condições de superlotação obrigam famílias a dividirem tendas minúsculas.

Conheça 5 locais onde a propagação do novo coronavírus pode ser ainda mais desastrosa devido a condições de vida precárias:


1.    Campo de refugiados de Moria, na Grécia

Em algumas partes de Moria, na ilha grega de Lesbos, há apenas uma torneira de água para cada 1.300 pessoas e não há produtos disponíveis para a higiene das mãos. Famílias de cinco ou seis pessoas precisam dormir em um espaço de 3m². Os cuidados médicos também são limitados.

2.    Campos de deslocados em Idlib, na Síria

Milhares de pessoas vivem em meio à lama nos campos de deslocados na província de Idlib, no noroeste da Síria, e sem acesso a itens básicos de higiene. Para agravar a situação, o sistema de saúde foi severamente afetado pela guerra e não está preparado para responder a um surto de COVID-19.

3.    Campo de refugiados de Kutupalong, em Bangladesh

Kutupalong é o maior campo de refugiados do mundo, onde vivem cerca de um milhão de rohingyas. Lá, as condições de vida são desumanas: as pessoas dividem pequenos espaços construídos com bambu e lonas plásticas e o acesso à higiene não é ideal. A população local é totalmente dependente da ajuda humanitária.

4.    Centros de detenção mexicanos

Estações migratórias no México são superlotadas e não fornecem atendimento médico regular nem serviços básicos, como abastecimento de água – fatores que os tornam terrenos ideais para a propagação da COVID-19.

5.    Campo de refugiados de Nduta, na Tanzânia

Mais de 73 mil pessoas vivem no campo de refugiados de Nduta, na Tanzânia. As condições de superlotação forçam famílias a dividirem um mesmo quarto. Se a COVID-19 se propagar pelo campo, o sistema de saúde já fragilizado não terá como responder ao surto.

 

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