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Ebola

Se contraído, o Ebola é uma das doenças mais mortais que existem. É um vírus altamente infeccioso que pode matar até 90% das pessoas infectadas por ele, causando pânico nas populações afetadas.

MSF é a organização humanitária com maior experiência no tratamento de pacientes com Ebola e começou a atuar prontamente na África Ocidental,  antes mesmo do surto ser oficialmente declarado.

A primeira vez que o vírus Ebola surgiu foi em 1976, em surtos simultâneos em Nzara, no Sudão, e em Yambuku, na República Democrática do Congo, em uma região situada próximo do Rio Ebola, que dá nome à doença. A pior e mais recente epidemia teve início em março de 2014, afetando principalmente três países da África Ocidental: Guiné, Libéria e Serra Leoa. O fim da emergência foi declarado no dia 29 de março de 2016. Esta epidemia de Ebola deixou 28.616 casos reportados e 11.310 mortes.

  

O que causa o Ebola?

A doença é causada pelo vírus da febre hemorrágica Ebola, que pode ser contraído de animais selvagens como morcegos e macacos e se espalha entre humanos por meio do contato com sangue, secreções ou outros fluídos corporais. Há cinco espécies do vírus Ebola: Bundibugyo, Costa do Marfim, Reston, Sudão e Zaire, nomes dados a partir dos locais de origem de cada uma. Quatro dessas cinco cepas causam a doença em humanos. Mesmo que o vírus Reston também possa infectar humanos, nenhuma enfermidade ou morte decorrente dele foi relatada.

Agentes de saúde frequentemente são contaminados enquanto tratam pacientes com Ebola. Isso pode ocorrer devido ao contato com pessoas infectadas sem o uso de luvas, máscaras ou óculos de proteção apropriados.

Enterros onde as pessoas têm contato direto com o falecido também podem transmitir o vírus, enquanto a transmissão por meio de sêmen infectado pode ocorrer até sete semanas após a recuperação clínica.

O fim de um surto de Ebola só pode ser oficialmente declarado após o término de 42 dias sem nenhum novo caso confirmado.

 

Sintomas

No início, os sintomas não são específicos, o que dificulta o diagnóstico.

A doença é frequentemente caracterizada por um início repentino de febre, fraqueza, dor muscular, dores de cabeça e inflamação na garganta. Isso é seguido por vômitos, diarreia, coceiras, deficiência nas funções hepáticas e renais e, em alguns casos, sangramento interno e externo.

Os sintomas podem aparecer de dois a 21 dias após a exposição ao vírus. Alguns pacientes podem ainda apresentar erupções cutâneas, olhos avermelhados, soluços, dores no peito e dificuldade para respirar e engolir.

 

Diagnóstico

Diagnosticar o Ebola é difícil porque os primeiros sintomas, como olhos avermelhados e erupções cutâneas, são comuns para diferentes síndromes febris.

Infecções por Ebola só podem ser diagnosticadas definitivamente em laboratório, após a realização de testes moleculares específicos.

Esses testes são de grande risco biológico e devem ser conduzidos sob condições de máxima contenção. O grande número de transmissões de humano para humano ocorreu devido à falta de vestimentas de proteção.

 

Tratamento

A doença ainda não tem um tratamento específico, mas grandes esforços estão sendo feitos para o desenvolvimento de componentes terapêuticos e de uma vacina eficaz contra o vírus. O tratamento padrão para a doença limita-se à terapia de apoio, que consiste em hidratar o paciente, manter seus níveis de oxigênio e pressão sanguínea e tratar quaisquer infecções. Apesar das dificuldades para diagnosticar o Ebola nos estágios iniciais da doença, aqueles que apresentam os sintomas devem ser isolados e os profissionais de saúde pública notificados. A terapia de apoio pode continuar, desde que sejam utilizadas as vestimentas de proteção apropriadas até que amostras do paciente sejam testadas para confirmar a infecção.

No ano de 2012, MSF conteve um surto de Ebola em Uganda, instalando uma área de controle no entorno do centro de tratamento. Desde 2014 e para contribuir na contenção da epidemia de Ebola, MSF instalou, nos três países afetados, 15 centros de tratamento, com mais de 4.500 profissionais para responder à emergência, conseguindo atender 10.376 pacientes, confirmando 5.226 casos e reintegrando 2.478 sobreviventes.

O fim de um surto de Ebola apenas é declarado oficialmente após o término de 42 dias sem nenhum novo caso confirmado.

 

Esta página foi atualizada em agosto de 2016.