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Chagas na Bolívia: Uma epidemia silenciosa

28/06/2011

A Bolívia é o país com a maior incidência de doença de Chagas no mundo. Chagas ainda é a doença parasitária que mais mata nas Américas, com cerca de 10 a 15 milhões de pessoas contaminadas e 14 mil mortes por ano.

O principal vetor da doença é o barbeiro, inseto de aparência e agilidade semelhantes a uma barata, chamado de vinchuca nos países de língua hispânica.  As vinchucas se escondem nas frestas de casas feitas de adobe, uma mistura de barro, capim e estrume, e convivem há gerações com a população pobre da zona rural da Bolívia.

A doença de Chagas é fatal. E silenciosa. Muitas vezes as pessoas só sabem que estão infectadas depois que ela já atacou o coração, esôfago ou intestino. É extremamente importante tratar antes que os sintomas apareçam. Desde 2002, Médicos Sem Fronteiras trabalha no combate à doença na Bolívia. Neste período, mais de 4.500 pessoas foram submetidas ao tratamento.

 Fotos: © Vânia Alves/ MSF

  •  Sônia, 11 anos, e a sobrinha Érica, de 5. Todos na família, com exceção de Érica, têm a doença de Chagas. Sônia teve reação alérgica e teve que suspender o tratamento. Ainda não há um medicamento de uso pediátrico, por isso as crianças são mais vulneráveis aos efeitos do tratamento. Isso reflete o descaso da indústria farmacêutica com a doença.

  • Asteria Jimenez teve que parar de amamentar seu bebê de um ano para poder se tratar. Os dois únicos medicamentos para tratamento da doença de Chagas são ultrapassados e causam muitos efeitos adversos. Mulheres grávidas ou amamentando não podem tomar Benzonidazol, o medicamento usado por MSF na Bolívia.

  • Bernardino Castellon, 33 anos, e a mulher Andréia, 32, anos. O maior medo do casal é deixar órfãs suas três filhas. Os dois têm a doença de Chagas. Ele perdeu o pai quando ainda era adolescente e ela perdeu a mãe aos 10 anos de idade. Ambos morreram de causa ignorada. Podem ter sido vítimas de Chagas, até bem pouco tempo  ignorada pela comunidade, que não relacionava a doença ao inseto.

  • O casal Adrian e Suzan estava feliz porque nenhum dos 4 filhos do casal estava infectado. Somente o pai, Adrian, está com a doença e começou o tratamento neste dia.

  • Alejandro Amaya, 54 anos, é um dos pacientes de MSF.  Ele, a mulher e um dos filhos estão infectados.

  • A médica de MSF, Isabel Gonzales Domingues, examina o pequeno agricultor Pablo Alvares Herreira, 55 anos. Ele está com alergia causada pelo Benzonidazol. Não há investimentos para pesquisa e desenvolvimento (P&D) de novos tratamentos para doença de Chagas. A maioria dos pacientes é pobre e não representa um mercado rentável para a indústria farmacêutica. Essa é uma das razões que fazem de Chagas uma doença negligenciada.

  • Com lençóis e macas, a equipe de MSF improvisa uma clínica médica em uma antiga escola da zona rural de Aiquile. Antes de começar a tomar o medicamento, todos os pacientes fazem eletrocardiograma.

  • Clínica móvel: todas as semanas a equipe de MSF volta às comunidades em tratamento para fazer o acompanhamento dos pacientes.

  • A duração do tratamento depende do peso da pessoa. Mas é de, no mínimo, 60 dias.

  • Em todas as comunidades, MSF conta com a ajuda de pessoas como Ruperto Mamani. Quando alguém encontra um barbeiro - ou vinchuca, como o inseto é chamado na Bolívia – leva para Mamani que entrega o inseto para a equipe de MSF ou para o hospital local.

  •  Sônia, 11 anos, e a sobrinha Érica, de 5. Todos na família, com exceção de Érica, têm a doença de Chagas. Sônia teve reação alérgica e teve que suspender o tratamento. Ainda não há um medicamento de uso pediátrico, por isso as crianças são mais vulneráveis aos efeitos do tratamento. Isso reflete o descaso da indústria farmacêutica com a doença.

  • Asteria Jimenez teve que parar de amamentar seu bebê de um ano para poder se tratar. Os dois únicos medicamentos para tratamento da doença de Chagas são ultrapassados e causam muitos efeitos adversos. Mulheres grávidas ou amamentando não podem tomar Benzonidazol, o medicamento usado por MSF na Bolívia.

  • Bernardino Castellon, 33 anos, e a mulher Andréia, 32, anos. O maior medo do casal é deixar órfãs suas três filhas. Os dois têm a doença de Chagas. Ele perdeu o pai quando ainda era adolescente e ela perdeu a mãe aos 10 anos de idade. Ambos morreram de causa ignorada. Podem ter sido vítimas de Chagas, até bem pouco tempo  ignorada pela comunidade, que não relacionava a doença ao inseto.

  • O casal Adrian e Suzan estava feliz porque nenhum dos 4 filhos do casal estava infectado. Somente o pai, Adrian, está com a doença e começou o tratamento neste dia.

  • Alejandro Amaya, 54 anos, é um dos pacientes de MSF.  Ele, a mulher e um dos filhos estão infectados.

  • A médica de MSF, Isabel Gonzales Domingues, examina o pequeno agricultor Pablo Alvares Herreira, 55 anos. Ele está com alergia causada pelo Benzonidazol. Não há investimentos para pesquisa e desenvolvimento (P&D) de novos tratamentos para doença de Chagas. A maioria dos pacientes é pobre e não representa um mercado rentável para a indústria farmacêutica. Essa é uma das razões que fazem de Chagas uma doença negligenciada.

  • Com lençóis e macas, a equipe de MSF improvisa uma clínica médica em uma antiga escola da zona rural de Aiquile. Antes de começar a tomar o medicamento, todos os pacientes fazem eletrocardiograma.

  • Clínica móvel: todas as semanas a equipe de MSF volta às comunidades em tratamento para fazer o acompanhamento dos pacientes.

  • A duração do tratamento depende do peso da pessoa. Mas é de, no mínimo, 60 dias.

  • Em todas as comunidades, MSF conta com a ajuda de pessoas como Ruperto Mamani. Quando alguém encontra um barbeiro - ou vinchuca, como o inseto é chamado na Bolívia – leva para Mamani que entrega o inseto para a equipe de MSF ou para o hospital local.