Malária
MSF tratou mais de 1,3 milhão de pacientes de malária em 2007
Em 2006, MSF tratou mais de 2 milhões de pessoas com malária. A cada ano, a doença mata aproximadamente 2 milhões de pessoas e infecta em torno de 500 milhões. Noventa por cento das mortes por malária são registradas na África Subsaariana.
A malária afeta principalmente comunidades pobres em áreas rurais. Os pacientes ficam debilitados por dias, afastados de suas atividades cotidianas. Crianças infectadas podem sofrer danos neurológicos que comprometem sua capacidade de aprendizado. Tudo isso pode resultar em uma perda de renda para as famílias e em grande peso para a saúde pública e a sociedade como um todo.
O sofrimento e a perda de vidas são desnecessários. A malária é fácil de ser prevenida, diagnosticada e tratada.
A doença é causada por quatro tipos de parasitas e transmitida por mosquitos infectados. Os sintomas incluem febre, dores de cabeça, vômitos, seguidos de hemorragia interna e falência dos rins e do fígado, podendo levar ao coma seguido de morte. As crianças são as que mais sofrem - representam 75% das mortes por malária.
O diagnóstico pode ser feito através de em um rápido exame com lâminas de sangue ou pela contagem do número de parasitas com um microscópio, sendo simples de ser feito em áreas remotas. No entanto, diagnósticos feitos com base nos sintomas ainda são comuns nos países em desenvolvimento, o que pode levar a conclusões incertas, deixando pacientes sem tratamento adequado.
Os tratamentos mais eficazes contra malária são as combinações contendo derivados da artemisinina, (ACTs). O tratamento tem baixa toxicidade, poucos efeitos colaterais e age rapidamente contra os parasitas. MSF encoraja fortemente os governos a adotarem os ACTs nos seus programas nacionais.
A melhor forma de prevenir a malária é dormir sob mosquiteiros impregnados de inseticida. As redes evitam as picadas, reduzindo o número de mosquitos-transmissores. MSF faz distribuições em massa de mosquiteiros em áreas com malária endêmica.
Nas missões de MSF em áreas com casos de malária, mais da metade das consultas envolvem a doença.