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Trabalhadoras humanitárias de MSF libertadas na Somália

02/01/2008
A médica espanhola Mercedes García e a enfermeira argentina Pilar Bauza haviam sido capturadas no dia 26 de dezembro em Bossaso

Mercedes García e Pilar Bauza, uma médica espanhola e uma enfermeira argentina respectivamente, que trabalham para Médicos Sem Fronteiras (MSF) na Somália foram libertadas nesta quarta-feira, às 14h30m (hora local, 9h30m horário do Brasil). MSF está aliviada com a notícia da libertação das duas profissionais que permaneceram em cativeiro por uma semana. Mercedes e Pilar passam bem.

As duas foram capturadas por um grupo armado no dia 26 de dezembro quando seguiam em um veículo de MSF para o centro de nutrição da organização, onde 7 mil crianças com menos de cinco anos que sofrem de desnutrição são atendidas. Elas fazem parte da população de cerca de 25 mil deslocados internos que vivem distribuídos nos 19 acampamentos da região. A organização humanitária internacional pediu a libertação imediata e em segurança das duas profissionais desde os primeiros momentos do incidente.

“Elas foram libertadas e estão bem. Nós também queremos agradecer a todos que nos ajudaram a obter uma solução segura e pacífica", afirmou Paula Farias, presidente de MSF na Espanha. "Nós gostaríamos de expressar nosso repúdio ao seqüestro, que também simboliza o seqüestro da ação humanitária independente. Essas ações são inaceitáveis e ameaçam a oferta de assistência humanitária às populações mais vulneráveis, motivo pelo qual nossas colegas trabalham na Somália".

“A população civil paga as conseqüências do conflito na Somália e a sobrevivência da maioria dos somalis depende da assistência externa oferecida pelas poucas organizações humanitárias e agências internacionais", lembrou Paula. "A Somália vive uma crise esquecida e esses tipos de incidentes só aumentam o sofrimento da nação".

Nos países onde a ação humanitária é realizada, o nível de violência pode ser muito alto. Já passamos por episódios semelhantes na Chechênia, República Democrática do Congo, Colômbia e Iraque.

Apesar de parte da equipe ter sido retirada da região, os projetos de MSF na Somália continuam a atender centenas de pessoas afetadas pelo conflito.

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