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Síria: operação militar turca resulta em deslocamento e fechamento de hospital

10/10/2019
MSF se preocupa com as consequências da atual ofensiva militar no nordeste da Síria
Após o lançamento das operações militares turcas na quarta-feira, 9 de outubro, a organização internacional médico-humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF) está preocupada com o destino da população civil no nordeste da Síria. 
 
Nas últimas 24 horas, cidades e vilarejos ao longo da fronteira foram sujeitos a bombardeios pesados. Como resultado, as pessoas estão fugindo dos combates e buscando abrigo e segurança onde puderem. 
 
"Essa escalada só exacerba o trauma do povo da Síria causado por anos de guerra e de condições precárias de vida", disse Robert Onus, coordenador de emergência de MSF na Síria. "Com os serviços de saúde lutando para atender às necessidades da população, os deslocamentos e os ferimentos causados pelos combates provavelmente exercerão pressão adicional sobre os recursos limitados existentes nos hospitais".
 
Na cidade fronteiriça de Tal Abyad, na província de Raqqa, o bombardeio obrigou a grande maioria das pessoas a sair, temendo por suas vidas. O hospital Tal Abyad, que foi apoiado por MSF, está completamente fechado, pois a maioria da equipe médica fugiu com suas famílias. As equipes de MSF foram realocadas para atender às necessidades em outras partes da região. Como o único hospital público da região, o hospital de Tal Abyad foi fundamental para atender às necessidades de saúde da cidade e arredores. 
 
"Nossa equipe em Tal Abyad testemunhou a cidade, que antes estava cheia de vida, ficar deserta", disse Onus. "Após oito anos de guerra, o povo sírio foi novamente forçado a deixar suas casas e pertences para trás, a fim de buscar segurança."
 
Em Tal Tamer, uma pequena cidade no oeste da província de al-Hasakah, nossas equipes encontraram quase 2 mil pessoas que foram deslocadas de Ras Al Ain. As equipes de MSF em Tal Tamer estão distribuindo itens de primeiras necessidades para pessoas que se refugiam em escolas, prédios de escritórios, lojas e nas casas de parentes e moradores da cidade.
 
MSF teme que milhares de mulheres e crianças que vivem em campos como Al Hol e Ain Issa também estejam agora particularmente vulneráveis, já que organizações humanitárias foram forçadas a suspender ou limitar suas operações. Isso poderia deixar milhares de pessoas sem acesso a necessidades básicas e sem uma solução à vista. 
 
MSF continuará prestando assistência médica e de outros tipos, sempre que possível, enquanto nossas equipes tentam atender à crescente necessidade de ajuda humanitária. As equipes de MSF continuam presentes no nordeste da Síria – em Ain Al Arab (Kobane), Ain Issa, Al Mallikeyeh (Derek), Tal Tamer, Ta; Kosher, Al Hol e Raqqa.  
 
MSF apela a todas as partes em conflito no nordeste da Síria para garantir a proteção de civis, incluindo profissionais de saúde e seus pacientes. As partes em guerra devem permitir a entrega desimpedida de ajuda humanitária que salva vidas, incluindo assistência médica imparcial em toda a região.
 

 

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