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Serra Leoa: MSF inaugura maternidade para mulheres grávidas com Ebola

30/01/2015
Mais vulneráveis quando infectadas, as gestantes terão acesso a cuidados especializados

Uma nova maternidade para mulheres grávidas com Ebola – ou para aquelas que estão com suspeita de ter o vírus – foi inaugurada dentro de um centro de tratamento da doença  em Serra Leoa pela organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF).

A nova maternidade é em Kissy, no subúrbio de Freetown, onde MSF tem administrado um centro de tratamento de Ebola desde 8 de janeiro. O centro tem admitido pacientes nas últimas três semanas, mas a nova maternidade para os casos suspeitos e confirmados de Ebola permitirá às equipes médicas oferecer cuidados especializados para mulheres grávidas.

“Os profissionais médicos da maternidade concentrarão esforços na oferta de cuidados especializados para mulheres grávidas e na tentativa de minimizar o sangramento das mães durante e após o parto, para prevenir que morram por causa de hemorragias”, diz Olivia Hill, coordenadora médica de MSF em Freetown. “As chances de sobrevivência das mães são relativamente baixas, mas o prognóstico para o feto é muito pior.”

Sabe-se relativamente pouco sobre Ebola e gravidez. Por isso, a inauguração da maternidade trará maior compreensão acerca dos efeitos do Ebola sobre esse grupo vulnerável e sobre como os cuidados obstétricos para mulheres infectadas podem ser melhorados.

A maternidade tem 33 leitos para casos suspeitos e confirmados de Ebola, enquanto o centro de tratamento tem outros 40 leitos, onde algumas mulheres grávidas estavam sendo tratadas. As novas admissões terão agora acesso a cuidados especializados.

Desde o início do surto de Ebola, mulheres grávidas tiveram acesso limitado a cuidados de saúde. Febre e sangramentos – comuns durante a gravidez – também são sintomas de Ebola. Por essa razão, as equipes de saúde temrelutado frequentemente em admiti-las no hospital ou deixá-las parir nas instalações por medo da contaminação.

Serra Leoa tem um dos maiores índices de mortalidade materna no mundo.