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RDC: MSF suspende atividades em Biakato devido à presença de tropas armadas no interior de estruturas médicas

24/12/2019
MSF tem trabalhado junto à população de Biakato desde 2016, dando apoio ao Ministério da Saúde.

MSF tomou a difícil decisão de interromper as atividades médicas em Biakato, na província de Ituri, República Democrática do Congo. “Não temos mais condições de trabalhar de acordo com nossos princípios de neutralidade e imparcialidade”, disse Ewenn Chenard, coordenador de emergência de Médicos Sem Fronteiras. Lamentamos a decisão, mas a presença de forças armadas nos arredores e no interior de estruturas de saúde é contrária aos nossos princípios.”

MSF tem trabalhado junto à população de Biakato desde 2016, dando apoio ao Ministério da Saúde. Inicialmente, as atividades de MSF eram dedicadas à assistência a vítimas de violência sexual. Entretanto, desde o início da epidemia de Ebola, MSF ampliou suas operações, não apenas lidando com casos suspeitos e confirmados de Ebola e implementando medidas de controle de higiene e infecção em diversas instalações de saúde na região, mas também oferecendo atendimentos de saúde primária e hospitalar pediátrico gratuitos.

O envio de forças de segurança para a região de Biakato acontece depois dos eventos trágicos de 27 e 28 de novembro últimos, quando três pessoas que trabalhavam nas ações de combate ao Ebola foram assassinadas.
“Estamos conscientes da necessidade de uma solução para assegurar a proteção da população civil e a segurança do pessoal médico após os trágicos eventos de novembro. Acreditamos firmemente, entretanto, que a presença militar em instalações de saúde compromete a neutralidade e a imparcialidade da ajuda médica. É essencial que as estruturas de saúde permaneçam livres de armas, de modo que as comunidades sintam-se livres para ingressar nelas em busca de atendimento”, conclui Ewenn Chenard.


MSF atua em Ituri desde 2003, fornecendo assistência a populações mais vulneráveis. Apoiando o Ministério da Saúde, atualmente MSF atua no contexto da epidemia de sarampo, com deslocados dos territórios de Djugu e Mahagi, na assistência a vítimas de violência sexual na região de Mambasa e também no combate à epidemia de Ebola.

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